26 de setembro de 2026

Governador defende ciência e tecnologia como base para desenvolvimento de MS

Aliar desenvolvimento em tecnologia, pesquisa e oportunidades para o mercado é o que defende o governador Eduardo Riedel (PSDB), durante a abertura da segunda edição do Pantanal Tech MS, que começou nesta quinta-feira (26), na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) de Aquidauana, a 141 km da Capital.

O evento é voltado a pensar a tecnologia da região pantaneira, com estandes de economia criativa, agricultura familiar, literatura e arte, e segue até sexta-feira (27), com painéis, oficinas e demonstrações tecnológicas voltadas ao desenvolvimento do bioma pantaneiro com base na ciência e inovação.

O governador de Mato Grosso do Sul apontou que é “fundamental” ter uma base em ciência e tecnologia. “A gente não tem crescimento, inovação, desenvolvimento sem essa base”, diz. Ele também aponta que o evento é uma oportunidade de aproximar o setor acadêmico do setor produtivo do Estado.

“Conecta com as empresas, conecta com os alunos, com o sistema educacional, com a sociedade de uma maneira geral, que absorve tudo isso do ponto de vista de mercado. É grande ambiente, é um hub de conhecimento que a gente transformou essa feira em tudo o que se faz ao longo do ano, nas dezenas de instituições que estão aqui presentes nesse momento”, explica Riedel.

Segundo Riedel, hoje o governo tem atuado por meio do investimento em startups e na pesquisa científica, por meio da UEMS e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul).

Ele também reforçou a importância de apoiar o início de projetos científicos e tecnológicos que nascem dentro de universidades públicas, inclusive um que foi premiado na edição anterior do evento, sem mencionar o nome do projeto.

“Está sendo testado aqui na UEMS um produto gerado pela turma vencedora do prêmio de inovação do ano passado, que já está virando uma empresa e daqui a pouco vai ser trazida para escalar esse produto e colocar no mercado do Brasil inteiro e quem sabe do mundo. Então a gente tem buscado essa conexão e só ciência em tecnologia e desenvolvimento pode gerar isso”, explica o governador de MS.

Desenvolvimento e sustentabilidade – Sobre o desafio de conciliar preservação ambiental, ciência e a produção rural no Pantanal, Riedel defendeu que é preciso “acabar com a divergência histórica” e que se trata de um “paradoxo que nunca existiu”. Em sua visão, o Pantanal Tech é uma das formas de abrir o diálogo entre os setores.

“Só havia uma maneira de a gente fazer isso. Reunindo todos os atores que estão aqui. Da nossa cultura, da nossa formação cultural. Da nossa produção, da nossa preservação. E o desafio era grande”, diz. “A gente viu como que isso é possível aqui no Pantanal, nós tivemos a lei do Pantanal formada com a participação das instituições representativas do produtor rural e a participação das instituições vinculadas à preservação, e encontrou-se um equilíbrio, então você pode e deve produzir no Pantanal”, comenta o governador de MS.

Na Pantanal Tech, Reinaldo classificou o bioma como “terra de oportunidades” (Foto: Henrique Kawaminami)

A fala também foi reiterada por outros participantes do evento. O ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) classificou o Pantanal como “terra de oportunidades” e elogiou o evento como um espaço de diálogo entre inovação e sustentabilidade. “Nós não podemos nos deixar levar, muitas vezes, só por um discurso fácil, porque são eles aqui que fizeram, em 200 anos, essa beleza natural intacta, preservada – e que consegue produzir e gerar oportunidade ao pantaneiro e à pantaneira com sustentabilidade”.

Tereza defendeu que é possível aliar desenvolvimento rural e preservação ambiental (Foto: Henrique Kawaminami)

 

Também presente no evento, a senadora e produtora rural Tereza Cristina (PP) defendeu que é possível aliar desenvolvimento rural e preservação ambiental no Pantanal. Para ela, os pantaneiros que vivem há séculos na região são prova de que a produção sustentável é possível. “Eu não tenho nenhuma dúvida. Só tem dúvida disso quem não vem aqui, quem não conhece e quem não conversa com o homem pantaneiro, que está aí há mais de 200 anos preservando e produzindo no Pantanal”. Fonte: Campo Grande News

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