Apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Roberto Prieto Filho, o Betinho da Baixada, está detido desde a última quarta-feira (23) em unidade prisional de SP, onde segue à disposição da Justiça no Centro de Detenção Provisória IV, no bairro de Pinheiros, em São Paulo (SP).
Prieto foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na última terça-feira (22), com o apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil de São Paulo.
Prieto e Santos foram julgados à revelia – ou seja, sem estar presentes – após escaparem da cadeia. Prieto foi condenado a 20 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por narcotráfico, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O segundo foi absolvido da acusação de associação para o tráfico e condenado a pouco mais de quatro anos de prisão, em regime semiaberto, por lavagem de dinheiro.
Após quase cinco anos foragido, Prieto foi capturado por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn), da Bolívia. Segundo a imprensa boliviana, ele foi entregue às autoridades brasileiras e transferido para o Brasil sob forte escolta policial já no dia seguinte (23).
Ainda de acordo com a imprensa boliviana, agentes brasileiros que participaram presencialmente da operação estavam no país também à procura de outro dos líderes do PCC, André Oliveira Macedo, o André do Rap, que não foi localizado.
“O Roberto é inocente e o processo, que ainda não transitou em julgado, é nulo”, declarou Tupinambá.
Questionado sobre o fato de homens armados terem invadido a cadeia pública para libertar Prieto e Pablo, o advogado se limitou a responder que não o defendia na época e que, portanto, não pode comentar o assunto.
Consultadas, a PF e a Polícia Civil de São Paulo responderam que não se manifestam sobre prisões ou operações em curso.


