12 de julho de 2026

Diversificação na economia evitou impacto da quebra da safra, avalia Riedel

A quebra da safra 2023-2024 de Mato Grosso do Sul não irá atrapalhar a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado para este ano. O ritmo acelerado na diversificação da matriz econômica evitou o impacto negativo das perdas do agronegócio.

“A quebra de safra impacta sim, mas menos do que em outras épocas”, apontou o governador do Estado, Eduardo Riedel. Segundo ele, Mato Grosso do Sul vive uma fase de industrialização, e o setor apresenta uma participação robusta dentro da formação do PIB.

A indústria espera movimentar este ano R$ 34,2 bilhões em recursos, o que representa aproximadamente 18% dos R$ 185 milhões estimados para o PIB sul-mato-grossense. Para o ano que vem, o crescimento estimado do setor é de 8,5%, que deverá chegar a R$ 37,1 bilhão e, em 2026, será de R$ 40 bilhões, um aumento de 8%.

Os cinco principais produtos exportados pela indústria de Mato Grosso do Sul em janeiro, em termos de receita, foram: celulose; carnes desossadas de bovino congeladas; outros açúcares de cana; bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja; e farinhas e pellets da extração do óleo de soja.

“As safras que tiveram quebra, são muitas vezes compensadas por essa fase de crescimento econômico que nós estamos tendo. Uma quebra pontual não chega a comprometer o resultado do Estado”, afirmou Riedel.

O governador relembrou o índice de crescimento de 2023, de 6,6%, e apontou que projeção para este ano é de 5,2%, já absorvendo a queda da safra. “Impacta, mas a gente consegue suprir essa deficiência”, finalizou.

Quebra da safra – Nesta safra foram cultivados em Mato Grosso do Sul cerca de 4,2 milhões de hectares de soja e a estimativa de produção é de 54 sacas por hectare. No entanto, com a alta nos custos de produção e a estiagem, muitos agricultores estão colhendo menos que o previsto. Isso tem provocado grandes perdas na receita dos produtores e endividamento do setor.

Em março, a expectativa de quebra era de 20% da produção em relação ao ciclo passado, perdendo 2 milhões de toneladas, passando de uma safra recorde de 15 milhões de toneladas para 13 milhões. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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