Conforme o processo, o crime foi cometido após o réu saber que a vítima havia estuprado um garoto de seis anos. À época do crime, vítima, réu e outro adolescente dividiam o mesmo alojamento na Unei. Com a ajuda do outro companheiro, o réu estuprou a vítima e na sequência o matou asfixiado com uma corda artesanal.
Na semana seguinte ao crime, o autor foi transferido para um estabelecimento penal por ter completado 18 anos. Durante o processo, a defesa alegou insanidade mental do réu e o juiz determinou que um laudo fosse preparado por profissional indicado pela Justiça.
No julgamento, o promotor pediu a condenação do réu por homicídio qualificado, estupro e corrupção de menores. Já a defesa negou a autoria do acusando quanto aos crimes de homicídio e estupro, alegando ausência de materialidade quanto à corrupção de menores. Reunido em sala secreta, por maioria de votos declarados, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade, a letalidade e a autoria, mantendo as qualificadoras do homicídio.
Caso – O adolescente de 15 anos encontrado morto em uma das celas da Unei era suspeito de ter estuprado uma criança de seis anos em Paranaíba. O flagrante foi feito pela mãe da vítima, que chegou em casa e a encontrou deitada sem roupa sobre a cama, enquanto o suspeito tomava banho. A vítima contou detalhes sobre o crime para a mãe, que imediatamente acionou a polícia.
Fonte: Campo Grande News