15 de setembro de 2026

Bebê de 28 dias desaparecida em Campo Grande é encontrada no Paraguai; casal é preso

A recém-nascida Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, que estava desaparecida desde quinta-feira (6), em Campo Grande, foi localizada na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Um casal de brasileiros que estava com a criança foi preso durante uma ação conjunta entre autoridades dos dois países.

Materialde referência geográfica

A bebê foi encontrada em uma residência localizada no cruzamento das ruas Alejo García e Coronel Martínez, no bairro Virgen de Caacupé. Policiais do Comando Tripartido, com apoio da promotora de Justiça Sandra Cecilia Díaz, cumpriram um mandado de busca no imóvel e localizaram Ayla.

Segundo informações divulgadas pelo site Ponta Porã News, os brasileiros Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa foram presos no local. A recém-nascida estava sob os cuidados do casal.

A localização da criança foi possível após informações de inteligência compartilhadas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com as forças de segurança paraguaias, por meio do acordo de cooperação policial entre os dois países.

Após ser resgatada, Ayla foi encaminhada ao setor de Emergência do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. A recém-nascida passou por exames médicos e permanece sob observação.

Bebê desapareceu após mãe receber proposta

Ayla desapareceu na quinta-feira (6), quando tinha apenas 28 dias de vida. A mãe da criança, de 17 anos, saiu de casa acompanhada da filha e da irmã, de 13 anos.

Conforme o relato apresentado à polícia, a adolescente teria conhecido uma mulher por meio de um grupo de brechó no WhatsApp. Inicialmente, a família informou que a mulher teria oferecido um ensaio fotográfico para a bebê.

Posteriormente, segundo o boletim de ocorrência, a mãe relatou que recebeu uma proposta de R$ 100 para cuidar da filha dessa mulher e foi até um endereço na região do bairro Universitário acompanhada da irmã.

Ao chegarem ao imóvel, as adolescentes teriam recebido água. A irmã da mãe de Ayla acabou adormecendo e só teria acordado durante a noite.

Ainda conforme o relato, havia cerca de dez homens na residência. A mãe afirmou à polícia que foi ameaçada e que as duas seriam “jogadas em um buraco” caso não entregassem a recém-nascida.

As adolescentes teriam sido liberadas por volta da 1h de sexta-feira (7), mas Ayla permaneceu no local.

Durante as primeiras diligências, equipes policiais estiveram em endereços indicados pelas adolescentes. No entanto, segundo a investigação, elas não conseguiram reconhecer com precisão o imóvel onde teriam permanecido.

Caso mobilizou forças de segurança

O desaparecimento da recém-nascida provocou uma grande mobilização das forças de segurança e ganhou repercussão nacional.

Na sexta-feira (7), o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou um alerta com a fotografia e os dados de Ayla, ampliando as buscas para outros estados e regiões do país. O caso também passou a integrar as ações nacionais de localização de pessoas desaparecidas e foi incluído no Alerta Amber, mecanismo utilizado para auxiliar na localização de crianças desaparecidas.

No sábado (8), um homem apontado como suspeito de envolvimento no desaparecimento foi preso durante as diligências em Campo Grande. A suspeita era de que ele teria emprestado uma residência que poderia ter sido utilizada para esconder a bebê.

Materialde referência geográfica

Durante depoimento, porém, o homem negou participação no desaparecimento e afirmou conhecer apenas outro suspeito que teria envolvimento no caso.

As buscas na Capital foram realizadas por equipes da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), com apoio do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros).

Casal deverá responder no Brasil

Weliton e Suzilaine foram colocados à disposição do Ministério Público do Paraguai. Conforme as autoridades paraguaias, os dois deverão passar por um processo de expulsão do país para responder pelos crimes perante a Justiça brasileira.

Enquanto as providências são adotadas, a custódia e a proteção de Ayla permanecem sob responsabilidade das autoridades competentes no Paraguai.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deverá continuar as investigações para esclarecer como a recém-nascida foi retirada de Campo Grande, quem participou do desaparecimento e quais foram as circunstâncias que levaram a criança até Pedro Juan Caballero.

O caso segue sob investigação.

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