31 de maio de 2026

Caso Master: fundo ligado a Toffoli pode passar por quebra de sigilo

Um novo desdobramento do caso envolvendo o Banco Master aponta para a possibilidade de quebra de sigilo do fundo Maridt, ligado a familiares do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, por suspeita de corrupção passiva. A medida deve ser solicitada por investigadores da PF (Polícia Federal), responsáveis pelas apurações sobre supostas fraudes bilionárias atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Embora Toffoli não seja formalmente alvo da investigação até o momento, a expectativa é de que novas diligências sejam solicitadas para rastrear o fluxo de recursos ligados a Vorcaro e apurar eventuais pagamentos ao magistrado da Suprema Corte.

Conversas apreendidas nos celulares do banqueiro integram um relatório de cerca de 200 páginas entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Conforme a CNN, o documento reúne elementos considerados relevantes pelos investigadores para o avanço das apurações.

A expectativa dentro da Polícia Federal, segundo fontes ouvidas pela CNN, é de que o novo relator do caso, ministro André Mendonça, dê andamento às investigações. Além disso, a experiência anterior com Mendonça na relatoria do caso das fraudes no INSS é avaliada como positiva, e o magistrado é descrito por interlocutores como “correto”.

A Polícia Federal encaminhou os autos do inquérito ao STF após identificar indícios de possível prática de crime por parte de magistrado relacionado ao objeto das apurações, investigação que originalmente estava sob sua responsabilidade. A informação foi antecipada pela revista Piauí e confirmada pela CNN.

De acordo com o relatório, a polícia fundamentou o envio do caso com base no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura, dispositivo aplicado quando há “indício da prática de crime por parte do magistrado”. O ministro tem negado qualquer ilegalidade. Após a divulgação do relatório da PF, contudo, admitiu pela primeira vez que estava entre os sócios do fundo Maridt.

A Maridt mantinha participação societária no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), e vendeu parte de sua fatia no empreendimento a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Em nota enviada à CNN Brasil, o ministro do STF, Dias Toffoli, afirmou que “jamais integrou qualquer fundo de investimento”.

“Todos os questionamentos formulados pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal foram integralmente respondidos no âmbito da AS 244, já tendo o Presidente do STF, Edson Fachin, determinado o arquivamento do caso”, afirmou o gabinete.

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