26 de setembro de 2026

Brasil mantém pior posição histórica em ranking de corrupção

O Brasil obteve 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), ficando na posição 107 entre 185 países avaliados. É o segundo pior índice da série histórica, atrás apenas de 2024, quando registrou 34 pontos. Mesmo assim, a variação de um ponto ainda está na margem de erro do levantamento e a posição no ranking se manteve. O relatório foi publicado nesta terça-feira (10).

O indicador é mantido pela organização Transparência Internacional, que atua por “um mundo em que governos, empresas e o cotidiano das pessoas estejam livres da corrupção”. A 107ª posição é compartilhada com o Sri Lanka. A primeira colocada na na lista é a Dinamarca (89) e os índices mais baixos são da Somália e do Sudão do Sul, ambos com nove pontos.

Tanto a média global quanto a das Américas são de 42 pontos. O Brasil mantém-se abaixo dessa média desde 2015. Nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), a nota ficou em 38. Até hoje, o recorde positivo foi de 43 pontos, feito alcançado nos anos de 2012 e 2014.

Na divulgação dos resultados, a organização cita dois escândalos de corrupção que marcaram 2025: as fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as suspeitas de emissão de cédulas de crédito fraudulentas por parte do Banco Master.

Quem determina os pontos de cada país?

Para chegar ao resultado, o estudo aciona 13 fontes independentes. A percepção avaliada não é da população em geral, mas de especialistas e executivos. Eles avaliam questões como suborno, desvio de dinheiro público e uso do cargo público para obter benefícios pessoais.

“Para uma fonte ser incluída no IPC, é necessário que ela garanta a qualidade e adequação de sua abordagem metodológica. Por essa razão, cada fonte deve ser
proveniente de uma instituição profissional que registre claramente a forma como coleta seus dados e sua abordagem de mensuração”, esclarece a nota metodológica. Entre as fontes estão o Banco Africano de Desenvolvimento, o jornal The Economist, o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial, universidades e consultorias de risco.

No relatório, a organização associa a nota baixa a países onde jornalistas são assassinados após denunciarem casos de corrupção: “Mais de 90% desses assassinatos ocorreram em países que obtiveram menos de 50 pontos no IPC 50, grupo que abrange Brasil, Índia, México, Paquistão e Iraque, países especialmente perigosos para jornalistas cobrindo casos de corrupção”.

Populares da Semana

Ministra Tereza recebe prefeito eleito Thalles Tomazelli

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina,...

Região da mina 18 em Maceió afunda seis centímetros em 24 horas

A Defesa Civil de Maceió (Alagoas) informou, nessa quinta-feira (7) que...

Contrato de Gestão: SEC define projetos para promover cidadania a diferentes comunidades

O governador Eduardo Riedel assinou na terça-feira (3) o...

Recanto das Flores reinaugurou em Mundo Novo

Em Mundo Novo aconteceu a reinauguração do Recanto das...

Reforma da Capela Mortuária de Iguatemi está em fase final

Fonte-Kidão Ascom-IGT Obras de reforma da Capela Mortuária encontram-se em fase...

Corregedoria afasta delegado e sete policiais envolvidos em desvio de drogas

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do...

Gaeco prende delegado e policiais por envolvimento com o tráfico

Investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao...

Fim das bets pode devolver até R$ 4,4 bilhões à economia de MS

A proibição das apostas on-line determinada pelo governo federal...

Brasileiro Feminino: Corinthians x São Paulo sustenta força paulista

A final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato...

Líder do PCC é preso na Bolívia e transferido para São Paulo

Apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro...

Artigos Relacionados

Categorias Populares