Uma mãe caminhoneira fez uma última viagem ao lado do filho que tanto amou. Odete Juliane Suszek conduziu o próprio caminhão com o caixão de Guilherme Suszek Arce, de 24 anos, até o velório realizado no Memorial Krause, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Uma forma silenciosa e poderosa de homenagear quem partiu cedo demais.
Guilherme era morador de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e também era caminhoneiro — profissão que herdou da mãe. Ele morreu na noite de sexta-feira (3), após um acidente na Rodovia Deputado Ciro Albuquerque (SP-225), em Pirassununga, no interior de São Paulo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, dois caminhões seguiam no sentido Analândia–Pirassununga quando, durante uma tentativa de ultrapassagem, os veículos se tocaram lateralmente. Com o impacto, um deles perdeu o controle e tombou no acostamento, na altura do km 61. Guilherme não resistiu aos ferimentos. A mulher que estava no veículo com ele foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa de Pirassununga.
Odete registrou o momento nas redes sociais com palavras que expressam a dor da perda: “A minha caixinha de vidro quebrou e eu não consegui te proteger dessa vez, meu filho. Toda vez que você iniciava a viagem, sempre te dizia: boa viagem, se cuida, vai com Deus, te amo.” E completou: “Nossa última volta junto. Eu dirigi o Volvo.”
O velório aconteceu na segunda-feira (6). As causas do acidente seguem sendo investigadas.

