As eleições de 2026 devem movimentar os políticos com a troca de partidos entre março e abril deste ano, período da janela partidária aberta pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A data começa em 6 de março e vai até 5 de abril, prazo que resguarda a liberdade individual dos parlamentares.
Entretanto, só pode mudar de legenda quem possui mandato eletivo obtido em pleitos proporcionais.
A fidelidade partidária, regulamentada por resolução do TSE, determina que o mandato em eleições proporcionais (vereadores, deputados estaduais, federais, distritais) pertence ao partido, e não ao candidato eleito.
Ainda há a possibilidade de mudar de partido mesmo após o término da janela partidária, mediante a comprovação de justa causa para a desfiliação.
Assim, os eleitores vão escolher nas eleições deste ano: deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente.
Quem deve mudar de partido?
Os deputados estaduais que já anunciaram a troca no período da janela partidária são: Jamilson Name, Zé Teixeira, Mara Caseiro, todos do PSDB. Em suas justificativas, eles alegam que a legenda ‘morreu’ no Estado. A filiação deles deve ser no PL. Paulo Corrêa também deve deixar o ninho tucano e há chances de uma filiação ao PP.
Outro que anunciou a saída é Paulo Duarte, atualmente no PSB. Ele vai apoiar a reeleição ao governador Eduardo Riedel (PP), contra a orientação nacional de sua atual sigla.
Quem também deve mudar de legenda é Rinaldo Modesto, atualmente no Podemos. O deputado já anunciou que vai para o partido comandado pela irmã, Rose Modesto, o União Brasil.
Dos deputados estaduais, Lídio Lopes e Lucas de Lima estão sem partido, então, devem encontrar uma nova sigla até a data da janela partidária para disputarem a reeleição.
Quem se mostrou insatisfeito no MDB foi o deputado Marcio Fernandes, entretanto, ele não afirma se deve deixar mesmo a sigla. O partido de André Puccinelli vai lançar o ex-governador candidato a deputado estadual.
João Henrique Catan (PL) mostrou que quer disputar ao governo estadual, mas não tem espaço no seu partido para isso, já que o PL anunciou apoio à reeleição de Riedel. Com isso, tem sido sondado pelo Novo.
Deputados federais
Mato Grosso do Sul tem oito deputados federais e há chances de pelo menos três deles trocarem de sigla para tentar voltar aos cargos por mais quatro anos.
Dagoberto Nogueira pode deixar o PSDB. Ele já foi abordado pelo Republicanos, assim como Geraldo Resende. Mas nenhum deles comenta sobre o assunto.
Quem também deve mudar é Marcos Pollon. Ele quer sair candidato ao governo de MS; porém, assim como Catan, não acha espaço no partido. O Novo já o convidou para ser candidato. Fonte: Midiamax

