8 de maio de 2026

Réus devem R$ 1,32 milhão em pensões por morte de jovem em lava-jato

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o pagamento de pensão mensal até 2075 à família de Wesner Moreira, morto após o uso de uma mangueira de ar comprimido em um lava-jato de Campo Grande. A decisão alcança Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Henrique Larrea, condenados pelo episódio ocorrido em fevereiro de 2017. O pagamento mensal foi fixado em R$ 1.012 e deve ocorrer desde a data da morte.

O processo tramita na 16ª Vara Cível de Campo Grande e entrou na fase de cumprimento de sentença neste ano. O prazo final da pensão corresponde ao ano em que Wesner completaria 75 anos de idade. Os valores seguem atualização conforme a variação do salário mínimo ao longo do período.

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Nos autos, o juízo registra que os pais da vítima passaram à condição de credores após o trânsito em julgado da decisão. O texto da sentença afirma que a pensão é devida desde o óbito até o limite etário estabelecido. A confirmação encerrou a discussão sobre a responsabilidade civil dos condenados.

Os cálculos homologados apontam que a dívida acumulada chega a R$ 1,32 milhão até agosto de 2025. Esse total reúne pensões vencidas, indenização por danos morais e despesas materiais. Há ainda R$ 135,7 mil referentes aos honorários advocatícios fixados no processo.

A indenização por danos morais permaneceu fixada em R$ 500 mil. A Justiça também manteve o ressarcimento de R$ 1.149,97 relativo aos custos do funeral. Todos os valores recebem correção monetária e juros desde as datas definidas na decisão.

Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, assassinado em 2017. (Foto: Arquivo pessoal)
Com o início da cobrança, a Vara Cível determinou a intimação dos condenados para pagamento voluntário. O processo prevê a busca por bens e valores em nome dos réus caso não haja quitação. A medida busca garantir o repasse regular da pensão à família.

Na esfera criminal, os dois homens receberam condenação de 12 anos de prisão em júri popular realizado em março de 2023. Eles recorreram da decisão e deixaram o fórum em liberdade após o julgamento. No ano passado, a Justiça expediu ordem de prisão, sete anos após a morte de Wesner.

Durante o júri, os réus afirmaram que não pretendiam causar a morte do colega. Ambos sustentaram que o episódio ocorreu durante uma brincadeira no ambiente de trabalho. Um dos depoimentos relatou desconhecimento sobre o risco do uso do compressor de ar.

Segundo os autos, brincadeiras com o equipamento faziam parte da rotina do lava-jato. A acusação apontou que a conduta expôs a vítima a perigo extremo. A Justiça entendeu que houve responsabilidade direta pelo resultado.

Após o episódio, Wesner deu entrada em hospital com dores intensas e inchaço abdominal. Ele permaneceu internado por 11 dias na Santa Casa de Campo Grande. A morte ocorreu em 14 de fevereiro de 2017…. veja mais em https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/reus-devem-r-1-32-milhao-em-pensoes-por-morte-de-jovem-em-lava-jato

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