Maioria em Campo Grande discorda da decisão de Fachin que livrou Lula

Em Campo Grande, 41,9% da população considera o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) culpado e não aprova a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que anulou todas as condenações contra o petista expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

O índice faz parte de uma pesquisa realizada pelo Correio do Estado em parceria com o Instituto de Pesquisas Resultados (IPR), que permite que a polarização tornada-se ainda mais acirrada com a volta do ex-presidente ao jogo político.

O levantamento também apontou que 23,49% concordam com a medida do ministro, pois considera que o ex-presidente é inocente dos crimes pelos quais foi condenado. Outros 3,17% não sabiam da notícia e 31,43% dos locais não quiseram opinar.

A margem de erro da pesquisa IPR / Correio do Estado é de 5,5% para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. Ao todo, 315 pessoas foram entrevistadas entre os dias 11 e 12 de março. 

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, esse porcentual de quase 42% da população que não concorda com a anulação dos processos contra Lula demonstração que, caso vá a uma disputa de 2º turno, ele terá uma margem muito para pequeno poder trabalhar e conversor votos na urna.

“Esse índice é muito alto e indica que essa parcela não vai votar nele em hipótese alguma. Claro, esse panorama é em Campo Grande, no entanto, a questão da pandemia da Covid-19 e a baixa geração de empregos estão fazendo com que Lula cresça na preferência da população da Capital, que sempre teve como norte uma visão mais conservadora na hora de votar. Portanto, ele surge como uma alternativa forte contra o Bolsonaro ”, analisou.

Transferência

Em 2018, ao ser impedido de disputar a presidência da República, Lula conseguiu transferir boa parte dos seus votos ao seu até então vice de chapa, Fernando Haddad (PT). 

O ex-ministro da Educação conseguiu ir ao segundo turno da disputa, mas foi derrotado pelo atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Porém, essa possibilidade seria descartada em Campo Grande caso o cenário de 2022 fosse hoje.

O levantamento revelou que apenas 12,38% votariam no candidato indicado pelo ex-presidente, enquanto 44,13% não votariam em quem ele indicasse. Os indiferentes são 16,83% e 26,67%, não quiseram ou não souberam opinar.

Sem Lula

Caso o Plenário do STF derrube uma decisão de Fachin e considere Lula culpado das acusações, o ex-presidente volta a ter os direitos políticos cassados, ou seja, torna-se inelegível. Neste cenário sem Lula, a vantagem maior seria para Bolsonaro. 

Ele teria 29,84% dos votos, muito à frente de seu ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que tem 3,81% da preferência dos cidadãos de Campo Grande.

O terceiro colocado neste cenário é o ex-juiz e também ex-ministro de Bolsonaro Sergio Moro, com 3,49% de preferência. Luciano Huck tem 1,90% e Ciro Gomes 1,59%. O petista Fernando Haddad aparece somente na sexta posição neste cenário, com 1,27% dos votos, seguido por João Amoedo (0,95%), João Doria (0,32%) e Alvaro Dias, que não pontuou.

COM LULA

Com Lula, o cenário na disputa com Jair Bolsonaro (sem partido) é de empate técnico. O atual presidente tem 29,84% da preferência dos eleitores da Capital, enquanto o ex-presidente tem 26,35% das intenções de voto para a eleição de 2022.

Aparece também Luiz Henrique Mandetta (DEM), “prata da casa”, que tem 3,49% da preferência dos eleitores campo-grandenses. O ex-ministro da Justiça, o ex-juiz da Lava Jato e autor de uma das condenações de Lula, Sergio Moro (sem partido), tem 2,86% da preferência do eleitorado. 

Figura na sequência, neste cenário em que são todos os nomes que despontam para a disputa presidencial, o apresentador da Globo Luciano Huck (sem partido), com 1,27%.  

Ele tem a mesma pontuação de Ciro Gomes (PDT). João Amoêdo (Novo) tem 0,95% e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), teve uma preferência de 0,32% do eleitorado de Campo Grande. Alvaro Dias (Podemos) não pontuou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here