7 de maio de 2026

Receita Federal destrói 105 toneladas de cigarros apreendidos na região de Guaíra e Mundo Novo

Nesta quinta-feira, 3 de dezembro, uma força-tarefa coordenada pela Receita Federal, com apoio do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), iniciou a destruição de mais de 75 milhões de unidades de cigarros contrabandeados, apreendidos ao longo do ano no Mato Grosso do Sul e no Paraná.
A carga, avaliada em cerca de R$ 18,75 milhões, foi transportada em sete carretas – quatro partiram de Mundo Novo (MS), com 81,2 toneladas, e outras três saíram de Guaíra (PR), com 23,8 toneladas – até a unidade da Receita Federal de Foz do Iguaçu (PR), que conta com equipamento específico para a eliminação de grandes quantidades de cigarros, sem causar prejuízo ao meio ambiente.
Perda bilionária ao crime organizado
Segundo dados da Receita Federal, apenas entre 2019 e 2020, o prejuízo para o crime organizado com as apreensões de cigarros ilegais ultrapassou R$ 2 bilhões de reais, um dinheiro que deixa de ser usado principalmente na compra de armas e no tráfico de drogas. No mesmo período foram destruídas mais de 12 mil toneladas de cigarros do crime, resultado de mais de 400 milhões de maços apreendidos. Ainda assim, o produto lidera o ranking do contrabando no Brasil.
Para se ter uma ideia, do valor total de mercadorias apreendidas de janeiro a outubro deste ano – que ultrapassa R$ 2,6 bilhões -, mais de R$ 1 bilhão é em cigarros do crime, o equivalente a 38,42% do valor total. O cigarro do crime é justamente o produto mais apreendido no país. O segundo item, os eletro eletrônicos, respondem por 9,48% do valor das apreensões.
Esta é a quinta ação de destruição de cigarros ilegais realizada em 2020 com o apoio do FNCP. A operação contribuirá para liberar espaço físico nos depósitos das Receitas do Mato Grosso do Sul e do Paraná, possibilitando a intensificação das ações de repressão e combate ao crime organizado.
O contrabando de cigarros no MS e no PR
Os estados do Mato Grasso do Sul e do Paraná estão entre os com maior índice de consumo de cigarros ilícitos. Segundo pesquisa Ibope realizada em 2019, 87% de todos os cigarros que circulam no MS são contrabandeados e movimentaram apenas naquele ano cerca de R$ 352 milhões. Das 10 marcas mais vendidas, quatro são contrabandeadas e juntas respondem por 84% de participação.
Já no Paraná, segundo os dados do Ibope, 77% de todos os cigarros em circulação são ilegais, sendo que 71% destes são contrabandeados – em sua maioria do Paraguai. O montante movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão em 2019 para o crime organizado. Das 10 marcas mais vendidas, sete são contrabandeadas, sendo a campeã de vendas a paraguaia Classic, que lidera com 28% de participação.
Fonte: Ponto da Notícia

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