8 de maio de 2026

CPI do Crime quer ‘devassa’ em dados sobre conflitos de facções e apreensões na fronteira de MS

Um pedido de dados sobre conflitos na fronteira está entre os primeiros requerimentos aprovados pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. Assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública receberá pedido para fornecer dados sobre facções nos últimos cinco anos — de 2021 até 2025.

CPI foi instalada no Senado em 4 de novembro, com eixos de investigação centralizados no crime organizado. Para isso, os parlamentares devem investigar o tráfico, a milícia, o uso de fintechs, bancas de advocacia, criptomoedas para a lavagem de dinheiro e a necessidade de integração entre os órgãos de segurança pública e as Forças Armadas.

O senador Alessandro Vieira (MDB) é autor do requerimento. Na sessão de abertura dos trabalhos, pontuou que requer “todos os dados referentes a relatórios de inteligência policial; dados estatísticos consolidados, especialmente de apreensões de drogas, de armas de fogo – com distinção por calibre, origem e localização”.

 

Além disso, o senador destacou o pedido de informações sobre “crimes patrimoniais ligados a organizações criminosas – como roubo de carga, roubo a banco, extorsão mediante sequestro – e conflitos em área de fronteira; dados da PRF e PF de operações policiais”.

Sistema prisional

Dados do sistema prisional sobre a cooperação internacional realizada pelo Brasil e os planos estratégicos do Ministério também foram solicitados. “Também os dados sobre controle de armas, uma vez que a gente tem um problema sério em controle de armas”, disse o senador na reunião.

Então, pontuou que a Casa já relatou “ao longo dos últimos sete anos, da dificuldade que nós temos para identificar e rastrear armas de fogo e munições no Brasil”.

O Ministério da Defesa pediu prazo extra para responder com os dados solicitados. Porém, a próxima reunião da Comissão acontece apenas em 18 de novembro, uma terça-feira. Na ocasião, os senadores começam as oitivas.

São convidados Andrei Augusto Passos Rodrigues, o diretor-Geral da Polícia Federal, e Leandro Almada da Costa, o diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal.

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CPI do Crime Organizado

As investigações começaram depois da operação no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos. Após a instalação da CPI, o grupo realizou a primeira reunião e aprovou os primeiros convites.

Ademais, realizaram eleição da presidência, vice-presidência e relatoria da Comissão. Assim, elegeram o senador Fabiano Contarato (PT) como presidente. Já a vice-presidência ficou com o senador Hamilton Mourão (Republicanos).

Mourão concorreu à presidência e recebeu cinco votos favoráveis, enquanto Contarato somou seis votos.
A relatora da CPI está com o senador Alessandro Vieira (MDB). Além disso, integram o grupo de titulares: Márcio Bittar (PL); Flávio Bolsonaro (PL); Magno Malta (PL); Otto Alencar (PSD), Ângelo Coronel (PSD), Marcos do Val (Podemos); Jorge Kajuru (PSB) e Rogério Carvalho (PT).

Já os suplentes são: Jaques Wagner, da Bahia, e Randolfe Rodrigues, do Amapá, do PT; Veneziano Vital do Rêgo (MDB); Sérgio Moro (União); Eduardo Girão (Novo); e Esperidião Amin (PP).

Fronteiras de MS na CPI

A fronteira de Mato Grosso do Sul deve estar no radar da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. É o que espera a senadora por MS Tereza Cristina (PP). Assim, defendeu que “nossa região tem importância estratégica e demanda atenção especial do Estado brasileiro”.

Para o senador por MS Nelsinho Trad (PSD), essa é uma chance de trazer o debate para o problema do tráfico de drogas, armas e contrabando na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

A Comissão Parlamentar de Inquérito será instaurada após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos. O motivo da ação policial foi o combate ao Comando Vermelho, umas das maiores facções criminosas do país, também presente em MS.

Por fim, para a senadora por MS Soraya Thronicke (Podemos), a discussão é fundamental para os trabalhos no Senado. “No caso de Mato Grosso do Sul, por ser um estado fronteiriço com dois países sul-americanos e uma das principais portas de entrada do crime organizado, é essencial que a CPI tenha um olhar especial para a nossa região”, comentou ao Jornal Midiamax.

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