8 de maio de 2026

Músico que matou jornalista vai responder por vazar nudez, cárcere e perseguição

Decisão amplia acusação contra Caio César Nascimento Pereira, que já responde por feminicídio

A denúncia contra o músico Caio César Nascimento Pereira, acusado de matar a jornalista Vanessa Ricarte, passou a incluir novos crimes, conforme decisão publicada nesta segunda-feira (6) no Diário da Justiça. O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida recebeu o aditamento apresentado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que identificou indícios de perseguição, violência psicológica, cárcere privado e divulgação de cena de nudez.

O aditamento da denúncia já havia sido protocolado em 23 de setembro, após análise de relatórios complementares das investigações conduzidas pela Polícia Civil. Com a decisão judicial, esses novos delitos passam oficialmente a integrar o processo que apura o assassinato da jornalista, morta em 12 de fevereiro deste ano.

Na ocasião, Vanessa foi esfaqueada três vezes pelo ex-noivo, horas depois de procurar a DEAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) para denunciá-lo por violência e pedir uma medida protetiva de urgência. A ordem judicial que determinava o afastamento de Caio ainda não havia chegado até ele quando o crime ocorreu.

O caso segue em tramitação na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande e, até o momento, a fase de instrução foi encerrada sem o depoimento do acusado, que permanece preso preventivamente.

Procurado, o advogado Renato Cavalcante Franco, que representa Caio César, afirmou que tomou conhecimento da ampliação da acusação e informou que, após o interrogatório do réu, irá apresentar a conclusão dos argumentos da defesa na fase de alegações finais do processo.

Vanessa Ricarte assassinada pelo ex-noivo no dia 12 de fevereiro, em Campo Grande (Foto: Arquivo pessoal)

O réu Caio foi denunciado por feminicídio qualificado por motivo fútil, além de cárcere privado e violência psicológica, ainda em fevereiro deste ano. No documento, a promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani, da 19ª Promotoria de Justiça, classificou a conduta do réu como “repugnante e torpe” e pediu que ele fosse condenado a indenizar a família de Vanessa em valor não inferior a R$ 10 mil.

Em 19 de março, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida aceitou a denúncia, tornando Caio oficialmente réu. Para o magistrado, havia indícios suficientes de autoria e a materialidade do crime estava comprovada. No entanto, ele afastou as acusações de cárcere privado e violência psicológica, por considerar que não havia provas suficientes dessas condutas. Fonte: Campo Grande News

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