7 de maio de 2026

Funai diz que indígena foi executado e promete ação pela comunidade

Rapaz identificado como Neri morreu com tiro na cabeça em suposto confronto com a PM

A Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) chamou de “assassinato” a morte do guarani-kaiowá identificado como Neri, no início da manhã de segunda-feira (16), no município de Antônio João, fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

O jovem foi morto a tiros em confronto com policiais militares e homens do Batalhão de Choque na Fazenda Barra, uma das propriedades rurais incluídas no Território Nhanderu Marangatu, palco de vários conflitos sangrentos nos últimos 25 anos.

A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas policiais que estão na área disseram ao Campo Grande News que os indígenas investiram contra a tropa, inclusive disparando tiros de armas de fogo. Em resposta, Neri foi atingido e morreu no local.

A Aty Guasu denunciou o caso como “massacre” e afirma que a polícia atacou a comunidade indígena para promover o despejo forçado.

“Funai manifesta seu profundo pesar e indignação diante dos violentos ataques sofridos pela comunidade Guarani na Terra Indígena Nhanderu Marangatu. Na manhã de hoje (18), um indígena foi brutalmente assassinado com um tiro na cabeça, conforme informações confirmadas pela unidade da Funai em Ponta Porã”, afirma o órgão federal, em nota oficial.

A Funai informou que já acionou a Procuradoria Federal Especializada para adotar todas as medidas legais cabíveis e se diz comprometida em garantir que essa violência cesse imediatamente e que os responsáveis por esses crimes sejam rigorosamente punidos.

“O órgão indigenista já se reuniu com o juiz responsável pelo caso, solicitando providências urgentes sobre a atuação da polícia na área. Em diálogo com a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, a instituição reafirmou a orientação de que não deve haver qualquer medida possessória contra os indígenas da Terra Indígena Nhanderu Marangatu”, afirma a Funai.

“Diante da gravidade dos fatos, a Fundação está preparando nova atuação perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), a fim de se garantir a proteção da comunidade indígena”, anunciou.

Por fim, a fundação afirmou que tais atos são “inaceitáveis” e diz que está mobilizando todos os esforços para salvaguardar os direitos e a segurança dos povos indígenas da região. “A Funai segue firme no compromisso de garantir os direitos e a segurança dos povos indígenas, reafirmando a urgência de medidas para interromper a violência e proteger a Terra Indígena Nhanderu Marangatu”. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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