9 de agosto de 2026

Gigante da citricultura investirá R$ 500 milhões em laranja no Mato Grosso do Sul

Gigante do setor, o Grupo Cutrale faz parte deste novo momento de Mato Grosso do Sul; empresa anunciou investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares de laranja no Estado Gigante do setor, o Grupo Cutrale faz parte deste novo momento de Mato Grosso do Sul. Eles anunciaram o investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares de laranja no Estado, que serão produzidos na Fazenda Aracoara, que fica às margens da rodovia BR-060, na divisa entre Sidrolândia e Campo Grande. A empresa que lidera as exportações brasileira de laranja terá toda sua área irrigada e vai contar com o plantio de cerca de 1.730 milhão de pés de laranja. A previsão é que o projeto tenha um alcance em um raio de 150 km da propriedade, chegando no futuro a 30 mil hectares plantados.

Todo este investimento na produção teria como consequência até a instalação de uma futura indústria de processamento de laranja em suco no Mato Grosso do Sul. A atuação do grupo empresarial no Estado mostra o cenário de crescimento e expansão que tem aqui um novo destino.  Os investimentos seguem em outras cidades. O Grupo Junqueira Rodas começou em abril o projeto de citricultura em Paranaíba, com a intenção de plantar em 1.500 hectares. Já anunciaram que vão produzir em Naviraí no segundo semestre, com mais 2,5 mil hectares.

Para Sarita Junqueira Rodas, CEO do grupo empresarial, o Estado é promissor porque oferece boas condições fitossanitárias. “Estamos convictos em ter estes dois polos no Estado. Aqui tem boas condições (fitossanitárias), ainda preservado de doenças como a greening. Eu vejo aqui com um potencial imenso”. O objetivo deles é que a produção siga aos estados de São Paulo e Paraná.

Cenário positivo Para contribuir com este novo cenário positivo, o Governo do Estado tem feito sua parte dando todas as condições possíveis para o investimento robusto no setor. Questões importantes para viabilizar o negócio, como infraestrutura, logística, escoamento da produção e até mediação na questão energética estão tendo o apoio dos órgãos estaduais.

“O setor terá todo apoio e comprometimento do Governo do Estado, que vai trabalhar para criar um bom ambiente de negócios. Estamos à disposição para ajudar no que for preciso, seremos parceiros deste projeto, com canal aberto com os produtores para discutir ações e facilitar soluções para eventuais problemas. Se abre uma nova fronteira em Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador Eduardo Riedel. Segundo a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) a citricultura conta com 2 mil hectares cultivados no Estado, no entanto com a chegada de novos produtores e investimentos, esta área deve chegar a 10.300 (hectares) nos próximos anos, o que faz parte da estratégia da gestão estadual de diversificação da cadeia produtiva e econômica do Mato Grosso do Sul.

“A citricultura vai bem nas áreas mais arenosas, com menor teor de argila e isso é importante. Como a laranja está vindo com sistemas de irrigação, nós temos aí uma perspectiva de investimentos altos, mas com alta produtividade. Além do clima, solo e áreas disponíveis, notamos em especial a migração de produção de laranjas de São Paulo para MS em função da doença do greening”, explicou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc. A citricultura tem sua atuação de mais destaque na região Leste do Estado, no entanto também vai ocupar a área central, com a chegada da Cutrale. “Muitos investidores estão querendo vir para o Estado. O investimento é alto, seria em torno de R$ 100 mil por hectare para implantar o pomar. Até por nossa legislação rígida, com controle, por isso não dá para começar se não tiver capital e know-how na área”, destacou Karla Nadai, coordenadora da horticultura da Semadesc.

Doença de greening: tolerância zero A vinda de novos investidores ao Estado está atrelada a expansão da doença greening em São Paulo, que já afetou a produção que é a maior do país. Mato Grosso do Sul tem uma legislação rígida, com “tolerância zero” a doença. Aqui se a planta estiver doente deve ser erradicada e o pomar monitorado. “Esta doença é endêmica e acabou com os pomares da Flórida, eles operam hoje com 10% do que tinham, que era o maior produtor mundial. O Brasil está colhendo os frutos desta situação, no entanto mais de 60% dos pomares de São Paulo estão comprometidos. Aqui já teve casos, porém isolados”, explicou Nadai.

fonte: comprerural.com

Populares da Semana

Camionete pega fogo após homem estourar bombinhas dentro do veículo

Camionete da marca Chevrolet Blazer pega fogo após homem...

Grandes avanços na saúde municipal marcam os primeiros anos da administração em Itaquiraí

A Prefeitura de Itaquiraí está colocando em prática programas...

Senadores de MS defendem diplomacia após Trump taxar produtos do Brasil em 50%

Nelsinho e Tereza Cristina reagiram ao anúncio do presidente...

Azambuja deixa em aberto possibilidade de disputar eleição

Governador de Mato Grosso do Sul, por duas vezes,...

Com investimentos e parcerias, Mato Grosso do Sul tem uma das melhores malhas rodoviárias do Brasil

Com investimentos públicos do Governo do Estado e parcerias...

Homem pede socorro e morre às margens da BR-262

Um homem ainda não identificado morreu à espera de...

Atingido em confronto com a PM morre a caminho de CRS

Robert Ortiz do Prado, de 33 anos, morreu a...

Caçada a chefes do narcotráfico mobilizou forças policiais por sete dias em MS

A operação de busca dos quatro bolivianos que estavam...

Suspeito de envolvimento em sequestro de bebê de 28 dias é preso na Capital

Um homem suspeito de envolvimento no sequestro da recém-nascida...

Paulo Corrêa lidera corrida eleitoral no PL

Pesquisa registrada sob os números MS-08317/2026 e BR-08403/2026, o...

Governo quer tirar mais dos estados para cobrir o rombo, adverte Azambuja

Se o Governo Federal procura elevar ainda mais os...

Artigos Relacionados

Categorias Populares