8 de maio de 2026

Jovem arremessou mãe em rodovia e dirigiu 35 km ao lado de corpo

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu as investigações sobre a morte da psicóloga Simone do Nascimento Kuzminskas, 46 anos, ocorrida na tarde do dia 7 de abril, um domingo, em Três Lagoas, cidade a 327 km de Campo Grande. Para a investigação, o filho, “M.N.K.”, de 24 anos, matou a mãe na cidade sul-mato-grossense e dirigiu até Andradina (SP) ao lado do corpo – uma distância aproximada de 35 km.

Dos fatos, foi apurado que momentos antes de pegarem a estrada, mãe e filho discutiram em um rancho onde estavam. “O autor, que é usuário de drogas, foi visto no rancho, bastante alterado, discutindo com a mãe porque ele queria guiar o carro até a cidade”, descreve trecho de nota da Polícia Civil.

Na sequência, mãe e filho foram vistos na MS-320. “Nós localizamos testemunhas na rodovia que liga a área rural onde eles estavam até a zona urbana de Três Lagoas, que viram esta vítima parada na rodovia. A testemunha parou também. A vítima pediu ajuda e disse que estava sendo agredida pelo filho”, explicou a delegada Letícia Mobis, responsável pela investigação.

As testemunhas também viram Simone cair do veículo ainda na rodovia. “A testemunha viu o filho pegando a vítima pelo braço e pela nuca, colocando ela novamente dentro do carro, e seguiu o caminho. Quando a testemunha olhou pelo retrovisor, ainda viu a vítima ‘engateando’ pela rodovia. Depois, a última visão que se tem desta vítima, mais ou menos, em um raio de 8km a frente, foram as outras testemunhas que viram o corpo dela caindo de dentro do carro”, contou a delegada.

Mesmo assim, o rapaz continuou o trajeto e seguiu até Andradina, a 35 km de distância de Três Lagoas, para supostamente pedir socorro aos avós. Lá, contou que a mãe se jogou do carro em movimento. O pai de Simone retirou a mulher do carro e tentou fazer massagem cardíaca, mas sem sucesso. Então, levou a vítima para uma unidade de saúde, mas ela já estava morta.

Os familiares estranharam o fato de “M.” estar dirigindo, porque Simone não deixava o filho tomar a direção do carro. “(…) os elementos que cercam o óbito de Simone são totalmente nebulosos e que há dúvida sobre o suposto suicídio, sobretudo pelo fato de não parecer crível a narrativa de não realizar o socorro na cidade de Três Lagoas-MS e optar por tentar socorrer a mãe nesta cidade de Andradina-SP, igualmente, por não se saber o que aconteceu no intervalo de aproximadamente quatro horas entre o acidente e a chegada até a residência em Andradina”, diz trecho do boletim de ocorrência na data da morte.

O rapaz também já tinha histórico de agressão contra a mãe, em 2022, o que levantou a suspeita da polícia sobre feminicídio, o que foi confirmado com a investigação. Fonte: Jornal do Cone Sul

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