29 de setembro de 2026

Investigado pelo Gecoc, empreiteiro só terminou contrato para ganhar mais R$ 75 mi em Três Lagoas

Três contratos com a Prefeitura de  estariam na mira do Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) com a realização da Operação Máquinas de Areia, nesta quinta-feira (6). Somados, os acordos totalizam quase R$ 100 milhões.

Entre os alvos, estão as empresas MS Brasil Comércio e Serviços Eireli (CNPJ 14.335.163/0001-30) e Engenex Construções e Serviços LTDA (CNPJ 14.157.791/0001-72), além do empresário André Luís dos Santos, o “Patrola”. Na primeira fase, a Cascalhos de Areia, em 2023, o MP apontou que Patrola tinha ligação com essas empreiteiras.

“O secretário está surpreso porque nada fez de errado. Vamos pedir acesso à investigação para defender regularmente. Todos precisam saber que ninguém é considerado culpado antes de julgamento justo, com contraditório efetivo. A apuração é preliminar, inexistindo processo ou acusação”, diz em nota.

Contratos da MS Brasil aumentaram até seis vezes entre 2018 e 2026

O primeiro contrato, assinado pela MS Brasil com a Prefeitura de Três Lagoas em 2018, foi uma “carona” em uma licitação de Campo Grande. A prefeitura da cidade da região leste do Estado aproveitou o certame da Capital para também contratar a empreiteira, a fim de locar máquinas, caminhões e equipamentos.

Esse acordo foi o que teve o crescimento mais expressivo. Conforme o Portal da Transparência, o valor original era de R$ 2,8 milhões. Quando foi encerrado, em 2023, ele valia R$ 18,4 milhões, ou seja, aumentou mais de seis vezes em cinco anos.

Já o contrato com a Engenex chega depois dos dois acordos com a MS Brasil. Em 2022, a empreiteira foi chamada para executar obras de cascalhamento em estradas vicinais por R$ 3,5 milhões. Depois de várias prorrogações e aditivos que somam R$ 1,1 milhão, os serviços da Engenex foram dispensados em 2025, ao custo de R$ 4,6 milhões.

No total, os três contratos que entraram na mira do Gecoc somam R$ 98.828.873,18 (noventa e oito milhões, oitocentos e vinte e oito mil, oitocentos e setenta e três reais e dezoito centavos).

O Jornal Midiamax tentou falar com a defesa de Patrola ao longo da quinta-feira (6). Até o fechamento desta reportagem, não houve resposta. O espaço segue aberto.

A Prefeitura de Três Lagoas informou que, como a investigação mira contratos da gestão passada, a atual administração não irá se manifestar, mas vai acompanhar a apuração junto do MPMS.

Em nova fase da Cascalhos de Areia, Gecoc volta a mirar contratos de Patrola e empresas ligadas a ele

Em 6 de agosto de 2026, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) e a 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas — do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) — realizaram a Operação Máquinas de Areia, contra um grupo suspeito de fraudar a execução de contratos de infraestrutura.

Levantamentos indicam que, entre os anos de 2018 e 2026, os contratos e aditivos somados chegam a R$ 100 milhões. Os promotores constataram que os pagamentos não correspondiam aos serviços efetivamente prestados, indicando possível desvio de dinheiro público e o enriquecimento ilícito dos investigados.

A Máquinas de Areia é a segunda fase da Operação Cascalhos de Areia, deflagrada em 2023, em Campo Grande. Patrola e os donos da Engenex e da MS Brasil se tornaram réus por fraudes em contratos com a Prefeitura da Capital.

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