8 de maio de 2026

Cacos de piso com manchas de sangue serão periciados em quarto que garagista teria sido morto

Os cacos de piso com manchas de sangue encontradas na noite dessa terça-feira (22), em um ferro-velho, no Jardim Centenário, em Campo Grande, durante buscas feitas pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), passarão por perícia. 

Informações são de que apenas um dos cômodos da casa do ferro-velho estava sem piso, mas alguns rodapés e cacos de piso deixados para trás foram recolhidos pelos policiais e passarão por perícia. O cômodo teria sido usado para assassinar Carlos. As manchas de sangue encontradas após o uso de luminol também serão periciadas para saber se são de Carlos Reis Medeiros, conhecido como ‘Alma’. 

‘Alma’ desapareceu no dia 30 de novembro de 2021, no bairro Tiradentes quando saiu de casa para trabalhar. Nessa terça-feira (22), equipes da DEH cumpriram 11 mandados em vários bairros de Campo Grande, e um rapaz, de 19 anos, acabou preso por suposto envolvimento no sumiço de Carlos. Os mandados foram cumpridos nos bairros: Moreninhas, Centro-Oeste, Santo Antônio e Tiradentes. O rapaz foi preso no bairro Santo Antônio. Outro homem acabou preso por ter contra ele um mandado de prisão por pensão alimentícia.

O caso

Na época do desaparecimento, um vídeo chegou a ser divulgado, em que o garagista foi visto pela última vez conversando com um homem. Em dezembro de 2021, um suspeito chegou a ser detido pelo desaparecimento de ‘Alma’. O homem revelou, na época, que devia R$ 3 mil para a vítima. Além dele, outro suspeito estaria devendo cerca de R$ 5 mil, mas eles alegaram que não tinham envolvimento com o sumiço de Carlos.

Durante o depoimento, o homem confessou conhecer Carlos e alegou que ele era um agiota forte em Campo Grande. Ele ainda revelou ter uma dívida de R$ 3 mil com Carlos, mas que o valor seria irrisório, comparado a outros empréstimos que a vítima fazia. Ainda segundo o suspeito, o colega que estava no carro na abordagem também devia a Carlos, cerca de R$ 5 mil.

No entanto, tanto ele quanto o outro ocupante do veículo, que não foram presos por não terem nada ilícito contra eles, trabalhavam nas vendas dos carros de Carlos. Assim, eles estariam ‘perdendo dinheiro’ com o desaparecimento, já que ganhavam comissão na revenda dos veículos do garagista.

Carros em desmanche

No dia 1º de dezembro, 10 carros foram encontrados em um desmanche, na Travessa Pompeu, região do Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande. Quatro pessoas flagradas no desmanche entraram em contradições. No local, eles chegaram a dizer que compraram os carros por R$ 15 mil em um site de vendas.

fonte: midiamax

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