28 de agosto de 2026

Polícia Federal investiga denúncias de tortura em aldeia da fronteira de MS

As denúncias de  feitas por indígenas da Aldeia Limão Verde e que envolvem a disputa de comando na comunidade estão sendo apuradas pela Polícia Federal de Ponta Porã, na fronteira com Pedro Juan Caballero, no . O inquérito foi aberto por determinação do MPF (Ministério Público Federal).

Matéria publicada pelo Midiamax nesta quarta-feira (27), mostra que qualquer questionamento ao atual líder é recebido com s físicas e ameaças de . Diante do clima de tensão, acontecerá uma nova eleição para a escolha do capitão da aldeia, incialmente marcada para o dia 31.

De acordo com relatos de moradores, as situações de violência teriam começado no ano passado, quando a nova liderança indígena foi eleita. Desde então, os cerca de três mil índios que vivem na Limão Verde passaram a viver num clima de ‘tensão’.

“Fizemos uma reunião com o Ministério Público para tratar sobre essas situações. Num ano de pandemia, começaram a acontecer vários casos de violência, s, ameaças, homicídios, e diante disso, a aldeia se revoltou e agora pede uma nova eleição, para que outro líder indígena seja eleito”, explicou um dos moradores da aldeia.

No último dia 12 de janeiro, uma mulher de 29 anos procurou a delegacia de Polícia Civil de Amambai, após ter sido espancada por cinco pessoas e ser apontada como ‘bruxa’. Aos agentes, a vítima relatou que estava em casa, quando foi surpreendida pelo bando, formado por cinco mulheres e dois homens. Eles teriam chegado armados com martelo, facão e pedaço de madeira.

Procurado pelo Midiamax, o MPF explicou, por meio de nota,  que tramita no órgão um inquérito civil, instaurado para mapear os conflitos internos existentes na terra indígena Limão Verde e as formas organizadas pelos indígenas com o fim de administrar a ausência de forças policiais na área.

Segundo o MPF, desde a instauração do referido inquérito, em 2018, o órgão atua como mediador e titular da ação penal, oficiando e promovendo reuniões com forças policiais, com a comunidade e com as lideranças indígenas, fazendo diligências e solicitando providências às autoridades competentes.

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