12 de outubro de 2026

PF mira grupo que lucrou R$ 146 milhões com peças automotivas paraguaias em MS

Os suspeitos também são investigados por lavagem de dinheiro
Nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação Peça-Chave, contra um grupo investigado por comercializar peças automotivas que chegavam ao Brasil de forma ilegal pela fronteira de . Os agentes cumprem mandados em  e Mato Grosso do Sul.

Conforme as investigações, os agentes identificaram movimentações financeiras atípicas e saques elevados em espécie em agências bancárias na região de fronteira em MS. Isso acabou levantando suspeita em relação à origem do dinheiro.

A princípio, o grupo distribuía peças automotivas provenientes do Paraguai sem a importação regular. Além disso, emitia notas fiscais frias para o transporte, principalmente por empresas que realizam esse tipo de ‘serviço’, conhecidas como ‘noteiras’.

Lucro milionário

A Receita Federal realizou análise fiscal, patrimonial e financeira dos envolvidos. Os levantamentos apontaram que o grupo movimentou mais de R$ 146 milhões entre 2018 e 2023.

A movimentação desse valor ocorreu sem comprovação documental e contábil capaz de justificar a origem e a destinação dos recursos.

As investigações também encontraram indícios da utilização de empresas que emitiam documentos fiscais para terceiros, além da comercialização de mercadorias sem registro de entrada nos estoques das empresas investigadas.

Também conforme a Receita, a investigação identificou elementos que apontavam para o crime de lavagem de dinheiro, com movimentação de valores em nome de pessoas sem capacidade econômico-financeira compatível, mas ligadas aos principais integrantes da organização criminosa.

Mandados em MS

A operação cumpre mandados de busca e apreensão em Ponta Porã, de São Paulo (SO), Santo André (SP) e de São Bernardo do Campo(SP), expedidos pela 5ª Vara Federal de . A decisão judicial também autorizou a apreensão de drogas, armas, joias, obras de arte, bens de alto valor agregado e outros aparentemente adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa, inclusive dinheiro em espécie sem origem claramente comprovada, em quantia superior a R$ 5 mil.

Participam da operação 8 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal. Fonte: Midiamax

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