8 de maio de 2026

Lei da Liberdade Econômica: pequenos negócios podem ficar livres de taxas e licenças

O governo de Mato Grosso do Sul está preparando uma versão local da Lei de Liberdade Econômica. Ela será enviada à Assembleia Legislativa nos próximos dias para ser aprovada ainda neste ano e vai integrar um pacote com várias medidas para acelerar a geração de empregos em 2021.  

A administração estadual ainda deve finalizar o projeto de lei, mas é certo que a medida simplificará uma operação de médias e pequenas empresas. “Todas as atividades de baixo risco de Mato Grosso do Sul seriam dispensadas de licenciamento ambiental, liberadas de alvará e de fiscalização de bombeiro”, disse o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

“Isso permite, com a lei, que todos os municípios apliquem um benefício aos micro e pequenos empresários do estado de Mato Grosso do Sul”, complementou o secretário.

Acompanhe as últimas notícias do Correio do Estado

A medida que está sendo desenvolvida pelo governo de Mato Grosso do Sul será complementar à Lei Federal da Liberdade Econômica (13.874 / 2019). Por causa da legislação federal, desde setembro os microempreendedores individuais (MEIs) já não precisa solicitar nenhum ato público de liberação, como alvarás e licenças, desde que as atividades sejam de baixo risco.  

A lei federal, válido desde o ano passado, também trouxe várias outras facilidades para os empresários, como a emissão de vários documentos públicos de forma digital, inclusive o registro do funcionário por meio da carteira de trabalho digital, e ainda criou mecanismos de definições contra leis que podem vir a dificultar a atividade empresarial, com a figura do abuso regulatório.

Neste ano, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul passou a simplificar a exigência de alvarás e vistorias, mas elas estão restritas também às atividades de baixo risco. Ainda é preciso que as vigilâncias sanitárias, estadual e municipal, simplifiquem o procedimento, declarados representantes do setor empresarial.  

Pedido de incentivos

O pacote de projetos da Retomada Econômica – nome que os representantes do setor empresarial, como a Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul (Fiems), adotaram – deve trazer outros incentivos voltados às grandes indústrias.  

Um deles é a criação do Fundo de Apoio à Industrialização (FAI), fundo que substituiria o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e Equilíbrio Fiscal do Estado (Fadefe), que recebe adesão de indústrias somente até o dia 31 de dezembro.

O Fadefe prevê incentivos fiscais até 2032, desde que a indústria que buscar estes créditos comprove a geração de emprego. “A desta nova proposta também é de que se mantenham os empregos”, explicou Jaime Verruck.  

Eduardo Riedel, secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, ressaltou que, claramente, impactos financeiros com as renúncias fiscais pleiteadas pelos empresários. “Tem impacto financeiro e econômico, mas nossa agenda é de acelerar a precedente. Mato Grosso do Sul tem pressa ”, afirmou Verruck, ao destacar que o Estado deve crescer até 2,5% neste ano, enquanto para o Brasil está previsto uma recessão. 

Empresários pedem Refis de impostos para pessoas físicas e até multas do Procon

O setor empresarial de Mato Grosso do Sul pediu ontem muito mais que um novo programa de incentivos fiscais para as indústrias e uma lei de liberdade econômica local. Eles querem um programa de refinanciamento de dívidas tributárias que inclui até mesmo impostos que incidem sobre pessoas físicas e não às pessoas jurídicas – caso das empresas -, além de multas aplicadas às empresas pela Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon).  

No encontro em que participaram os secretários de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, e de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa, e também líderes de entidades empresariais, entre eles o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os empresários pediram a criação de um novo programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis), que consistirá em redução de juros e multas para impostos são devidos (ainda não há detalhes se os candidatos estão a pagar perdão das dívidas tributárias).  

Os tributos que entrariam no Refis seriam todos os estaduais: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), este último como fato gerador a transmissão de patrimônios das pessoas físicas a seus herdeiros depois que elas morrem.  

O governo vai estudar os pedidos dos empresários. 

Populares da Semana

Em parceria com a Prefeitura, Naviraí recebeu o caminhão itinerante da Expedição do Conhecimento

O Bosque Municipal de Naviraí, localizado no Parque Natural...

Apesar de obras, BR-163 segue com pontos críticos e cobrança de deputados

Relatório indica avanço em duplicações, mas parlamentares apontam riscos...

Viagem para locais com casos de coronavírus pode ser cancelada

As agências de viagens não poderão impor restrições ou...

Governo lança passaporte digital equestre, que vai facilitar transporte de cavalos em MS

Gestão moderna e digital. Com este lema o Governo...

Artigos Relacionados

Categorias Populares