O ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. Com a inclusão, MS passa a ter 8 pessoas procuradas em 196 países.
Neno está foragido desde que o mandado foi expedido. Até agora, não há informações sobre o paradeiro dele, nem confirmação de que deixou o Brasil.
O caso é um desdobramento da Operação Successione, deflagrada em dezembro de 2023 pelo Gaeco/MPMS para desarticular um grupo criminoso que explorava o jogo do bicho na Capital.
Na primeira fase, 10 pessoas foram alvo. Entre elas, o então deputado estadual. A apuração começou após roubos de malotes de grupos rivais. Foram registrados 3 BOs e, em dois deles, vítimas reconheceram um sargento da PMMS como autor.
Para o Gaeco, a organização agia com violência para dominar o mercado, mesmo após a apreensão de 700 máquinas em um QG no bairro Monte Castelo, em outubro de 2023.
Segundo o MP, o grupo contava com policiais militares da reserva e um ex-PM, que usavam a condição e o porte de arma para impor o comando do jogo ilegal em Campo Grande.
Dezembro de 2023, a 2ª fase: 12 prisões preventivas e 4 buscas e apreensões.
Janeiro de 2024, 3ª fase: 2 prisões preventivas e 1 busca, sendo que um dos presos se passava pelo governador e pelo secretário de Justiça para aplicar golpes.
Novembro de 2025, a 4ª fase: 20 prisões preventivas e 27 buscas em Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã, além de alvos no Paraná, Goiás e no Rio Grande do Sul. Nesta última etapa, além de Neno, foram alvo o pai, Roberto Razuk, e os irmãos Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto.
Conforme a investigação, Fahd dividiu a operação: Campo Grande ficou com Jamil Name e a região de Dourados e Ponta Porã com Roberto Razuk. O antigo líder se afastou, mas manteve influência, como mostrou reportagem da revista Piauí, em dezembro de 2024.


