28 de maio de 2026

Mesmo após recuo, MS colhe a maior safra de soja da história

Depois de iniciar a safra sob condições consideradas ideais para o desenvolvimento das lavouras, Mato Grosso do Sul viu o clima mudar drasticamente no começo deste ano e comprometer parte do potencial produtivo da soja no Estado.

A combinação entre estiagem prolongada e temperaturas elevadas em janeiro provocou forte estresse hídrico e térmico nas plantações, reduzindo o rendimento médio das áreas cultivadas. Mesmo assim, a safra 2025/2026 é a maior da história de MS.

A estimativa anterior era colher 17,759 milhões de toneladas, mas com o fechamento da safra constatou-se o recuo de 5,7% na produtividade média, que caiu para 16,744 milhões de toneladas.

A instabilidade climática atingiu principalmente a região sul do Estado, onde a falta de chuva ocorreu justamente em uma das fases mais importantes do desenvolvimento da cultura.

O cenário interrompeu a expectativa positiva criada após os primeiros meses da safra, quando praticamente todas as regiões registraram volumes de precipitação acima da média histórica.

Os dados do boletim Casa Rural, divulgado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) apontam ainda que, até o fim de 2025, o desenvolvimento das lavouras seguia dentro do esperado. As chuvas regulares favoreceram o plantio e garantiram boas condições vegetativas para as plantas.

No entanto, o retorno da estiagem em janeiro, aliado às ondas de calor registradas no período, afetou diretamente o enchimento de grãos e limitou o potencial produtivo de parte das áreas cultivadas.

A situação se agravou sobretudo nos municípios do sul de Mato Grosso do Sul, onde os produtores enfrentaram semanas consecutivas de baixa umidade do solo e temperaturas elevadas.

Em algumas regiões, a irregularidade climática fez com que lavouras que apresentavam bom potencial no início do ciclo terminassem a safra com rendimento abaixo da expectativa inicial.

A recuperação parcial das condições climáticas ocorreu apenas entre fevereiro e março, quando os volumes de chuva voltaram a subir nas regiões central, norte e oeste do Estado.

O retorno da umidade ajudou a minimizar parte das perdas e garantiu melhores condições para a reta final do ciclo produtivo, permitindo que a colheita fosse concluída em maio sem maiores problemas operacionais.

Mesmo assim, os produtores rurais de MS retiraram dos campos a maior safra de soja da série histórica.

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