15 de outubro de 2026

Mato Grosso do Sul teve sete casos de hantavírus confirmados em 11 anos

De 2015 a 2026, Mato Grosso do Sul registrou 107 casos suspeitos de hantavirose. No entanto, desse total, apenas 7 foram confirmados. Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a última confirmação no Estado ocorreu em 2019, no município de . Neste período, a Capital confirmou 3 casos da doença.

Vale pontuar que a SES acompanha um caso suspeito da doença em Campo Grande. Após a investigação, se confirmado, este será o primeiro em sete anos.

Embora o debate sobre o assunto esteja em alta, a hantavirose não é uma novidade no Brasil. O primeiro caso foi confirmado em 1993, no interior de . Desde então, a doença passou a ser monitorada pelo Ministério da Saúde, com registros em diversas regiões do país, principalmente o Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A hantavirose é uma doença transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas provenientes de urina, fezes e saliva de pequenos roedores silvestres infectados. Marsupiais (mamíferos como gambás e cuícas) e morcegos infectados também podem estar associados, mas são casos menos comuns.

Há possibilidade de pandemia?

Segundo o médico infectologista Júlio Croda, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), não existe risco de ocorrer uma pandemia associada ao hantavírus. Isso porque a variante responsável por infectar os passageiros do navio que partiu da Argentina é o hantavírus andino, que costuma circular na fronteira da Argentina com o Chile.

Apesar de a variante estar associada à transmissão da doença de pessoa para pessoa, o infectologista afirma que a transmissão entre seres humanos não chega a ser tão eficiente quanto um vírus respiratório. “Não existe nenhum risco de nova pandemia associada à hantavirose, porque não existe essa transmissão de pessoa para pessoa. O que a gente está falando é de um surto isolado de um barco”, destaca.

Principais sintomas da doença

Conforme a SES (Secretaria Estadual de Saúde), os sintomas iniciais não são específicos, mas podem incluir febre, dores musculares, dor na região dorsolombar, dor abdominal, cansaço intenso, forte dor de cabeça e alterações gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. Esse primeiro período pode durar de um a seis dias, chegando, em alguns casos, a duas semanas antes de apresentar melhora temporária.

Outro sinal de alerta envolve o aparecimento de tosse seca, sintoma que pode indicar a evolução para uma forma mais grave da doença. Nesses casos, pode haver comprometimento cardiopulmonar, ocorrendo aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar e redução da oxigenação no sangue.

Em alguns casos, o paciente pode apresentar comprometimento renal, geralmente leve ou moderado. Essa é a fase com maior risco de óbitos, por conta da rápida evolução e da gravidade das complicações.

Como prevenir?

Seguindo os manuais e as diretrizes do Ministério da Saúde, é importante que a população evite o acúmulo de lixo, entulhos, restos de alimentos e materiais que possam servir de abrigo e alimento para os roedores. Manter alimentos, rações e grãos armazenados em recipientes fechados e à prova de roedores também é fundamental.

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