6 de agosto de 2026

Banquete em aldeia leva a condenação de 14 políticos em Aral Moreira

Tribunal rejeita recursos e mantém entendimento de uso irregular de estrutura durante campanha eleitoral

O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) manteve, por unanimidade, a condenação de 14 políticos de Aral Moreira por abuso de poder econômico durante as eleições de 2024. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), com a rejeição dos embargos de declaração apresentados pelas defesas.

O processo trata de um evento realizado na Aldeia Guassuty, onde houve distribuição de alimentos durante ato político. Entre os atingidos pela decisão estão a ex-candidata à prefeitura Vera Cruz (PSDB) e as vereadoras eleitas Camilla Fatala (Podemos) e Adriana Veron (PSDB).

Segundo o relator, desembargador Sérgio Fernandes Martins, a estrutura do evento ultrapassou os limites permitidos pela legislação eleitoral. No voto, ele apontou que a organização envolveu logística ampla, fornecimento de comida e participação coordenada de candidatos, o que caracteriza desequilíbrio na disputa.

“A distribuição de alimentos, aliada à estrutura e ao contexto, revela desproporcionalidade econômica incompatível com a normalidade das eleições”, afirmou.

A defesa alegou que o encontro teria caráter religioso, mas a justificativa foi rejeitada pelo tribunal por falta de comprovação.

Outro ponto questionado pelos réus foi a mudança no enquadramento jurídico. Embora a denúncia inicial tratasse de captação ilícita de sufrágio, o tribunal condenou por abuso de poder econômico. O relator considerou que a reclassificação é válida quando baseada nos mesmos fatos.

“A requalificação jurídica não altera os limites da acusação quando os fatos permanecem os mesmos”, destacou.

Com a decisão, fica mantida a conclusão de que houve tentativa de influenciar eleitores por meio de benefício oferecido durante o período eleitoral.

Apesar disso, as vereadoras eleitas seguem nos cargos. A saída só ocorre após o fim de todos os recursos ou eventual determinação de execução imediata da decisão. A defesa ainda pode recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Nesses casos, é comum o pedido de efeito suspensivo, que permite a permanência no cargo até decisão final.

O Campo Grande News pediu um posicionamento oficial da vereadoras em mandato sobre o caso, mas elas ainda não se manifestaram. O espaço está aberto para esclarecimentos. Fonte: Campo Grande News

Populares da Semana

Dr Lídio recebeu equipamentos para a Agricultura Familiar de Iguatemi

O Governo do Estado por meio da Agraer (Agência...

Criança é atingida por estilhaços de acidente ao ir para a escola em Campo Grande

A Avenida Três Barras encontra-se congestionada no início da...

Morador tenta fugir depois de ter casa invadida e é assassinado a facadas por dupla

Um homem, ainda não identificado, foi assassinado a facadas,...

Meninas de 12 anos faltam à aula e são estupradas após conhecerem rapaz na rede social

Estupro foi revelado após mãe de uma das vítimas...

PF indicia 16 funcionários e ex-funcionários por acidente da Voepass

A Polícia Federal indiciou, nesta quinta-feira (6), 16 funcionários...

Gaeco mira alvo em Ponta Porã em operação contra organização voltada ao tráfico de drogas

Ponta Porã está entre as cinco cidades-alvo da Operação Véu...

Gestão do prefeito Vitor Malaquias tem aprovação de mais de 80% da população

Administração de Japorã foi avaliada exclusivamente por moradores do...

Artigos Relacionados

Categorias Populares