O homem apontado pela polícia como mandante do assassinato do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, em 2015, morreu após trocar tiros com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar na fim da noite de sexta-feira (19), em Campo Grande.
Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como “Buguinho”, de 45 anos, foi localizado por equipes da PM após denúncias de roubos praticados na Capital com uma motocicleta vermelha. Segundo a corporação, ao ser encontrado na Rua Antônio Burgos, no bairro São Conrado, ele desobedeceu à ordem de parada, abandonou a motocicleta e passou a atirar contra os policiais.
Com ele, os policiais apreenderam um revólver Taurus calibre .38 sem numeração e cinco munições intactas. Também foi recuperada uma motocicleta Yamaha Factor vermelha, placa HTH-5384, que havia sido furtada no último dia 18 de junho.
Mandante de crime que chocou Mato Grosso do Sul
O nome de Marcelo da Silva Gonçalves ganhou notoriedade em 2015, quando foi apontado pelas investigações como mandante da execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, de 44 anos.
Na época, as investigações conduzidas pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) apontaram que um grupo formado por detentos e pessoas ligadas ao sistema prisional planejou a morte do servidor em represália à atuação dos agentes penitenciários.
A operação resultou na prisão de seis envolvidos, que foram apresentados pelo Garras após o esclarecimento do crime.
Histórico criminal
De acordo com a Polícia Militar, Buguinho acumulava quase duas décadas de registros policiais.
As passagens começaram em 2007, com tentativa de furto, e incluem crimes como tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo, receptação, evasão de custódia, falsidade ideológica e diversos furtos qualificados.
O histórico também reúne registros por homicídio simples e homicídios qualificados por motivo torpe, emboscada e para assegurar a execução ou ocultação de outros crimes.
Segundo a PM, o último registro antes da morte ocorreu neste ano, por tentativa de furto.
A morte do agente
O servidor público Carlos Augusto foi assassinado na madrugada de 11 de fevereiro de 2015, enquanto trabalhava na portaria do Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, na Vila Sobrinho.
Na época, imagens de segurança registraram o crime que durou cerca de 12 segundos. O executor chegou de motocicleta e efetuou cinco disparos contra a vítima, que foi atingida por quatro tiros e morreu antes de ser socorrida.


