21 de janeiro de 2026

Aumento da atividade econômica dá alívio na queda da arrecadação, avalia Riedel

Segundo estudo feito pelo Banco do Brasil, Mato Grosso do Sul deve ter um avanço estimado em 5,3% no PIB

O crescimento econômico de Mato Grosso do Sul, que deve registrar o terceiro maior PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2025, é o que garante um alívio aos cofres públicos após queda na arrecadação provocada pela redução da importação de gás boliviano. Em entrevista ao Bom Dia MS, na manhã desta segunda-feira (8), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), avaliou que o aumento das atividades econômicas foi um respiro em meio à crise financeira enfrentada pelo governo do Estado.

O progressista ainda ressaltou que, com os cortes de gastos iniciados em agosto, o Estado manterá o equilíbrio fiscal este ano.

“A perda da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do gás foi o principal causador desse desequilíbrio momentâneo; ainda bem que o Estado é um dos que mais cresce no Brasil. Então, as outras rubricas crescem junto não por aumento de dívida — nós não fizemos isso e mantemos um posto extremamente competitivo no Estado — mas por aumento da atividade econômica”, avaliou o progressista.

Segundo estudo feito pelo Banco do Brasil, Mato Grosso do Sul deve ter um avanço estimado em 5,3% no PIB. O Estado recebeu alguns dos maiores investimentos privados em curso no País, como as fábricas de celulose da Arauco e Bracell, que juntas devem superar R$ 50 bilhões. O bom momento econômico também é atribuído aos investimentos em infraestrutura logística, como a Rota Bioceânica e a Rota da Celulose.

Hoje o Estado é o maior exportador de celulose do país, o quarto em carne bovina e o terceiro em etanol, produto vendido para 35 países. As cadeias de soja, carne e celulose respondem por cerca de 70% do faturamento das exportações sul-mato-grossenses.

Porém, nos últimos anos os cofres estaduais sentiram a queda na arrecadação após a redução da importação de gás natural boliviano, que rendia elevado ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), chegando a responder por até um terço da receita do tributo. Atualmente o setor representa cerca de 10% do imposto recolhido no Estado.

“A gente tem como premissa garantir o equilíbrio fiscal. Se não há equilíbrio fiscal, não há social, não há investimento, não há capacidade do Estado fazer frente à demanda da sociedade. Então, muitas vezes, a gente tem que olhar para dentro, olhar dentro de todo o conjunto de despesas do Estado, para ser mais rígido, mais firme, mais criterioso, não liberar o que não seja essencial. Muitas vezes as pessoas reclamam, puxa vida, mas aquilo ali eu queria, mas não é essencial. Então não vai ter”, afirmou.

Entre as medidas para conter os impactos da queda na arrecadação e garantir o equilíbrio das contas públicas estão corte na aquisição de veículos, na participação em eventos, horas extras e revisão de despesas de custeio. O objetivo é atingir uma economia de pelo menos 25%.

Riedel reforça que o corte de gastos iniciado em agosto surtiu o efeito esperado. “Então a gente tem feito um trabalho muito rígido, muito forte nas despesas, na qualidade do gasto e tem garantido resultado, tanto é que a gente vai manter o nosso equilíbrio fiscal nesse ano e o ano que vem, a gente espera que haja uma reação um pouco maior em relação às receitas do Estado”, finalizou. Fonte: Campo Grande News

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