8 de maio de 2026

Um ano depois, operação que revelou fraude de R$ 17 milhões em MS segue sem denúncia

No dia 3 de julho de 2024, a PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação João Ramão, que revelou supostos desvios de R$ 17 milhões em contratos de obras em Corumbá, ainda durante gestão do ex-prefeito Marcelo Iunes ().

Conforme as investigações, o então secretário de obras, Ricardo Campos Ametlla, havia criado a empresa de fachada chamada Agility Serviços Integrados Ltda, que tinha terreno baldio em  como sede, para vencer licitações de obras públicas.

Um ano depois, as investigações seguem em diligências, e denúncia dos envolvidos ainda não foi feita.

 

Recentemente, o ex-secretário tentou restituir uma caminhonete Hilux apreendida na ação. Porém, a juíza Ana Cláudia Manikowski Annes negou: “Efetivamente, considerando que a persecução penal encontra-se em fase embrionária, uma vez que [nem] sequer foi oferecida eventual denúncia, os bens e documentos apreendidos ainda interessam ao desenvolvimento do processo investigativo”.

A defesa de Ricardo, representada pelo  André Borges, declarou: “Defendi e orientei Ricardo Ametlla; cidadão pacato e do bem, como costuma ser o pantaneiro; ele confia no arquivamento da investigação, considerando a ausência de crime”.

Ricardo é acusado de fraudes em licitações, após criar uma empresa que venceu contratos no município. Em dois anos, a empresa Agility Serviços Integrados Ltda (CNPJ 41.757.793/0001-75) fechou R$ 16,8 milhões em contratos com a Prefeitura de Corumbá.

Empresa criada para vencer licitações

Agentes da PF chegam à delegacia com documentos e computador apreendidos. (Weber Reis- Folha MS)

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Registros do CNPJ apontam que a sede da empresa fica em Ladário — na Rua Tiradentes, número 5, Bairro Boa Esperança. No entanto, imagens coletadas em maio de 2024 pelo Google Street Views apontam terreno baldio neste endereço.

A relação entre a empresa e o secretário foi divulgada durante a Operação “João Romão”, da PF (Polícia Federal) e CGU (Controladoria-Geral da União). Conforme nota oficial da PF, as investigações se iniciaram em 2021 e mostram que ele seria o verdadeiro dono da empresa Agility Serviços Integrados Ltda.

Segundo registros do CNPJ, a criação da empresa ocorreu em abril de 2021. No ano seguinte, a Agility já tinha conquistado quatro contratos com o município.

Vencedora das tomadas de preço e concorrência pública, a empresa somou R$ 7,2 milhões em contratos em 2022. Logo, em 2023, foi vencedora em mais duas licitações. Assim, acumulou mais R$ 2,2 milhões em contratações.

Por fim, o último contrato da Agility com a Prefeitura de Corumbá foi em 26 de março deste ano. A empresa venceu a licitação para construção das futuras instalações da sede do CAC (Centro de Atendimento ao Cidadão) em Corumbá, a 444 quilômetros de .

Além disso, a empresa fechou contrato para reforma em museu, execução de obras do centro de esportes do município e também do centro de Saúde da Mulher de Corumbá.

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