7 de maio de 2026

Após suposto ataque de sucuri a pescador em MS, especialista esclarece hábitos da espécie

Após a polícia encontrar o corpo do homem que havia desaparecido enquanto pescava com colegas, no último fim de semana, em uma represa nos fundos de uma fazenda localizada entre  e , áudios afirmando que a vítima havia sido levada por uma  passaram a ser compartilhados em grupos do WhatsApp. A informação, claro, gerou estranheza, espanto e curiosidade.

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No entanto, se essa informação fosse confirmada pela polícia, que segue investigando o caso, com certeza seria algo inédito, visto que não é do comportamento da sucuri atacar seres humanos ou, então, arrastar suas presas. Para explicar sobre o assunto, o Midiamax conversou com Juliana de Souza Terra, doutora em ecologia e pesquisadora de sucuris de vida livre desde 2014.

 

Conforme a especialista, não existem, até hoje, registros de sucuris que tenham matado seres humanos adultos. Isso porque elas são predadoras de emboscada, ou seja, quando vão se alimentar, se deslocam até as margens dos corpos d’água em que vivem e ficam ali, esperando uma presa em potencial passar ou parar para beber água.

“Quando ela identifica essa presa, ela desfere o bote e imediatamente já se enrola, porque elas [sucuris] são serpentes constritoras, ou seja, elas matam suas presas por parada cardiorrespiratória. No mesmo lugar em que elas desferiram o bote, mataram a presa, elas também enjerem, engolem esse animal. Então, elas não têm, por comportamento, carregar, levar suas presas”, explica Juliana.

Alimentação das sucuris

A pesquisadora pontua ainda que as presas das sucuris, em sua maioria, são aves aquáticas — que compõem cerca de 50% da alimentação. Já as serpentes de grande porte, fêmeas que ultrapassam quatro metros de comprimento, também podem incorporar à  médios mamíferos, como , porcos selvagens, macacos, entre outros.

“Acho mais provável que tenha alguma outra justificativa para esse incidente”, frisa Juliana sobre o apontamento de que o homem tenha sido levado por uma sucuri. “Acho que a gente deve ter bastante cautela com as informações feitas. A gente sabe que existe o imaginário popular, construído ao longo de séculos a respeito das sucuris e a gente que trabalha com esses animais faz um trabalho de desmistificação. Durante muito tempo vêm algumas afirmações inverídicas ou já precipitadas que acabam por atrasar bastante esse trabalho de conservação”, acrescenta.

A especialista finaliza pontuando que, “se isso realmente tivesse acontecido, seria algo absolutamente atípico, fora dos padrões e inédito. Se viesse a se confirmar, sem nenhuma sombra de dúvidas, seria algo inédito”.

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