25 de setembro de 2026

Assassinato com tortura deixa família em choque: “foi muita crueldade”

Com os olhos marejados e a voz embargada, a jornalista Hilda Reis chegou cedo neste sábado (17) à casa onde o irmão, Israel Reis, 53 anos, foi assassinado. A residência, localizada na Vila Jacy, em Campo Grande, foi palco de um crime com requintes de crueldade na tarde de ontem

Hilda esteve no local para buscar as roupas que o irmão vestirá no velório. Em choque, ela desabafou: “A família está muito transtornada, é uma barbaridade. Não tem como a gente não ficar em estado de choque”.

Israel, que trabalhava como pintor e morava sozinho no imóvel há mais de 30 anos, foi encontrado morto com sinais evidentes de tortura. Segundo a irmã, ele havia se preparado para vender a casa e comprar um lar menor, mais adequado à nova fase da vida. “Ele era cheio de vida, cheio de sonhos, e teve a vida ceifada. Ele não merecia isso, com certeza”, disse, emocionada.

A crueldade do crime deixou marcas profundas não só no corpo da vítima, mas também na alma dos que o amavam. Conforme relatado pela família e pela perícia, Israel foi enforcado com um fio, asfixiado com um travesseiro, agredido com pauladas, marteladas na cabeça e até queimado com um ferro elétrico. Seu corpo foi encontrado seminu, com o rosto desfigurado, cortes nos lábios e sinais de estrangulamento.

Israel Reis foi encontrado morto com sinais de tortura na casa onde morava (Foto: Reprodução/Facebook)
O portão da residência apresentava sinais de arrombamento pelo lado de dentro, o que levou a irmã a acreditar que o crime tenha sido um latrocínio. “Levaram a caixa de som, todos os cartões de crédito, documentação, celular, notebook. Ainda nem conseguimos analisar tudo o que foi levado”, contou Hilda.

Sobre os rumores de que o corpo estava em decomposição, ela esclareceu: “O requinte de crueldade foi tão terrível que alguém pode ter se confundido. O corpo não estava abandonado. Quando arrombaram o portão, o sistema de segurança foi acionado”.

Conhecido pelo jeito calmo e pelas amizades sinceras, Israel era visto como um homem tranquilo. “Nunca teve inimizade. Vivemos em um mundo cheio de violência. Nossa única segurança é Deus. Quem vive sozinho está muito exposto”, lamentou Hilda. Segundo ela, o irmão estava debilitado devido a uma reação a vacina, com febre e sem sair de casa, o que pode ter facilitado a ação do assassino.

O crime foi registrado na Depac Cepol e é investigado pela Polícia Civil. No local estiveram equipes da perícia, do Corpo de Bombeiros e do 10º Batalhão da Polícia Militar…. veja mais em https://www.campograndenews.com.br

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