6 de novembro de 2026

Médico ‘não vê’ cálculo e libera paciente que esperou 12 dias por vaga no Hospital Regional

Após 12 dias de espera por uma vaga para procedimento cirúrgico no HRMS ( Regional de ) em , uma paciente de 33 anos, foi liberada pelo médico, que descartou a necessidade de cirurgia. Um dia após a liberação, um exame particular teria comprovado a presença de coledocolitíase, ou seja, cálculos nos dutos biliares – canais que transportam a bile do fígado e da vesícula biliar para o intestino – e que devem ser removidos.

À reportagem, familiares disseram que a paciente foi levada para UPA (Unidade de Pronto Atendimento) após sentir fortes dores e, 12 dias depois, na segunda-feira (12) foi encaminhada para o Hospital Regional com indicação de cirurgia. No entanto, passou por uma tomografia de contraste e foi liberada pelo médico que avaliou o exame.

“O médico disse que ela não tinha nada. Que os exames não apresentaram nenhum cálculo, mas minha cunhada tinha o encaminhamento da UPA que relatava todo o problema, tinha indicação de cirurgia e ainda assim ela foi liberada apenas com uma receita médica”, ressalta Wesley Junior, cunhado da paciente.

 

Conforme os relatos, nesta terça-feira (13), a mulher passou por um exame particular, que teria constatado a presença de coledocolitíase.

Ultrassonografia confirmou cálculos nos dutos biliares (Foto: Reprodução, arquivo pessoal)

“É uma situação triste. A gente fica chateado porque isso é muito complicado. Ela ficou 12 dias internada na Unidade de Pronto Atendimento esperando vaga e só conseguimos judicialmente. Ela foi para o Hospital Regional para resolver e não para ser liberada com as pedras, sem passar pela cirurgia. Isso é um absurdo, um descaso”, lamenta Wesley Junior, cunhado da paciente.

Segundo os familiares, a situação foi repassada para a Ouvidoria do Hospital, que solicitou prazo de sete dias para responder sobre o caso. “Isso é um absurdo. Ela esperou tanto pela vaga, sentindo dores todos os dias e quando conseguiu foi liberada sem ter o problema resolvido”, lamenta Wesley.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Hospital Regional, que por meio de nota, disse que “o hospital não se pronuncia sobre casos específicos”.

Confira a resposta na íntegra:

“O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) reafirma seu compromisso em oferecer atendimento de excelência à população, contribuindo diretamente para a promoção da saúde e do bem-estar dos pacientes.
Em respeito a todos os envolvidos, ao sigilo legal dos prontuários médicos e à Lei Geral de Proteção de Dados, o hospital não se pronuncia sobre casos específicos”.

Receita médica prescrita para a paciente (Foto: Reprodução, arquivo pessoal)

FONTE: MIDIAMAXNEWS.COM.BR

Populares da Semana

Adolescente é executada na fronteira pelo namorado durante chamada de vídeo

Uma adolescente de 17 anos foi executada pelo próprio...

Bombeiros tentam há duas semanas apagar incêndio que atinge Pantanal do Nabileque em MS

Oito equipes do Corpo de Bombeiros travam uma batalha...

Sete Quedas é destaque estadual em ranking de Atenção a Saúde Primária

O município de Sete Quedas ficou na quarta posição...

PMs com 30 anos de serviço podem pedir transferência para reserva remunerada

Foi sancionada a lei nesta terça-feira (21) que altera o...

Indústria Lorenz realiza I Encontro Técnico em Mundo Novo

A Lorenz, companhia com 107 anos de existência no...

Artigos Relacionados

Categorias Populares