13 de agosto de 2026

Médico ‘não vê’ cálculo e libera paciente que esperou 12 dias por vaga no Hospital Regional

Após 12 dias de espera por uma vaga para procedimento cirúrgico no HRMS ( Regional de ) em , uma paciente de 33 anos, foi liberada pelo médico, que descartou a necessidade de cirurgia. Um dia após a liberação, um exame particular teria comprovado a presença de coledocolitíase, ou seja, cálculos nos dutos biliares – canais que transportam a bile do fígado e da vesícula biliar para o intestino – e que devem ser removidos.

À reportagem, familiares disseram que a paciente foi levada para UPA (Unidade de Pronto Atendimento) após sentir fortes dores e, 12 dias depois, na segunda-feira (12) foi encaminhada para o Hospital Regional com indicação de cirurgia. No entanto, passou por uma tomografia de contraste e foi liberada pelo médico que avaliou o exame.

“O médico disse que ela não tinha nada. Que os exames não apresentaram nenhum cálculo, mas minha cunhada tinha o encaminhamento da UPA que relatava todo o problema, tinha indicação de cirurgia e ainda assim ela foi liberada apenas com uma receita médica”, ressalta Wesley Junior, cunhado da paciente.

 

Conforme os relatos, nesta terça-feira (13), a mulher passou por um exame particular, que teria constatado a presença de coledocolitíase.

Ultrassonografia confirmou cálculos nos dutos biliares (Foto: Reprodução, arquivo pessoal)

“É uma situação triste. A gente fica chateado porque isso é muito complicado. Ela ficou 12 dias internada na Unidade de Pronto Atendimento esperando vaga e só conseguimos judicialmente. Ela foi para o Hospital Regional para resolver e não para ser liberada com as pedras, sem passar pela cirurgia. Isso é um absurdo, um descaso”, lamenta Wesley Junior, cunhado da paciente.

Segundo os familiares, a situação foi repassada para a Ouvidoria do Hospital, que solicitou prazo de sete dias para responder sobre o caso. “Isso é um absurdo. Ela esperou tanto pela vaga, sentindo dores todos os dias e quando conseguiu foi liberada sem ter o problema resolvido”, lamenta Wesley.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Hospital Regional, que por meio de nota, disse que “o hospital não se pronuncia sobre casos específicos”.

Confira a resposta na íntegra:

“O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) reafirma seu compromisso em oferecer atendimento de excelência à população, contribuindo diretamente para a promoção da saúde e do bem-estar dos pacientes.
Em respeito a todos os envolvidos, ao sigilo legal dos prontuários médicos e à Lei Geral de Proteção de Dados, o hospital não se pronuncia sobre casos específicos”.

Receita médica prescrita para a paciente (Foto: Reprodução, arquivo pessoal)

FONTE: MIDIAMAXNEWS.COM.BR

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