9 de março de 2026

Polícia espera por laudo para saber se Gisele foi queimada viva em poço em Campo Grande

A  Polícia Civil, através da  (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) espera pelos resultados de laudos para saber se Gisele Cristina Olikowiski, de 40 anos, foi queimada viva quando jogada  dentro de um poço, em uma casa no , em .

O crime aconteceu na noite de sábado (1º), e Jeferson Nunes foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio. De acordo com a delegada Elaine Benicasa, titular da Deam, Jeferson se manteve calado durante o depoimento.

Gisele foi assassinada com pedradas na cabeça e depois teve o corpo jogado dentro de um poço onde foi queimada por Jeferson. Para familiares, ele confessou o crime e disse que matou Gisele depois que a vítima deu três tapas em seu rosto durante uma discussão.

 

Gritos de socorro

O sobrinho conta que mora no bairro e soube que estava havendo brigas na casa. Vizinhos relataram gritos e pedidos por socorro. No entanto, quando chegaram na casa, o crime já havia acontecido. O rapaz, junto com outros familiares, imobilizaram o feminicída até que a polícia chegasse ao local.

Segundo o rapaz, Giselli vivia um relacionamento não monogâmico – e conturbado – com Jeferson (seu ex) e seu atual companheiro. Inclusive, os dois homens já haviam discutido por causa dessa aproximação de Giselli com Jeferson, o que resultou na internação do feminicída devido à gravidade dos ferimentos.

Relacionamento tóxico

Conforme o sobrinho, a casa em que Jeferson mora é, na verdade, de sua mãe. A idosa morava no imóvel, mas cansada de conviver com o vício em drogas do filho, se mudou para a casa do neto, sobrinho de Jeferson. Isso aconteceu há alguns anos e desde então, Jeferson vinha vendendo tudo o que havia no imóvel para conseguir suprir seu vício. O rapaz conta que o tio trocou até os fios da casa por drogas.

Segundo ele, Giselli e seu atual companheiro também eram usuários e por isso os três estavam sempre na casa de Jeferson. Quando estava sóbria, a vítima relatava aos familiares como era sua relação com Jeferson e as brigas que tinham. Giselli e seu companheiro já tinham registrado boletim de ocorrência contra o acusado.

Após o crime, a família de Jeferson pretende vender a residência. O imóvel está abandonado, depredado e tomado pelo matagal.

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