8 de maio de 2026

Naviraí – Antes de queimar mulher viva, jovem ficou três horas em bar, bebendo

M.S.B, de 22 anos, preso ontem no dia 18 pelo assassinato de Rocio Jazmin Espindola, de 29 anos, ocorrido na madrugada do dia 9 deste mês em Naviraí, passou três horas no bar bebendo antes de voltar ao local do crime e atear fogo na vítima, ainda viva.

Localizado por policiais civis de Mato Grosso do Sul em Amaporã (PR) – onde morava antes de se mudar para Naviraí – o jovem confessou o crime e contou detalhes de como assassinou a namorada.

Segundo a versão dele, os dois saíram para beber no sábado (8). Depois de algum tempo, disse ter chamado Rocio Jazmin para irem embora, mas a vítima teria se negado, pois queria continuar na rua, para usar drogas. M. negou ser dependente químico, mas afirmou que a namorada usava crack.

Os dois teriam começado a brigar na rua e durante a discussão, ele a puxou para a casa abandonada na Rua Rússia, área central da cidade. Dentro da casa, M. passou a agredir a companheira. Com um tijolo de 8 furos, desferiu vários golpes no rosto dela.

Ao ver que a vítima estava desmaiada, o criminoso deixou o local e voltou para casa, onde trocou de roupa, pegou um litro de gasolina, colocou na mochila e saiu novamente.

Com a mochila, M. foi até um bar a 70 metros do local do crime e ali ficou consumindo bebida alcoólica por cerca de três horas. Depois, voltou até a casa abandonada, jogou gasolina na namorada que permanecia desacordada, ateou fogo e foi para casa.

Vizinhos da casa da Rua Rússia perceberam o incêndio e chamaram o Corpo de Bombeiros. De nacionalidade paraguaia, Rocio Jazmin morava no Brasil há alguns anos, mas ainda não tinha documento brasileiro. Segundo o médico legista que fez o exame necroscópico, a vítima ainda estava viva quando foi carbonizada. A morte foi causada por queimadura das vias aéreas e asfixia térmica.

Imagens de câmeras de segurança captaram os dois saindo de casa, M. voltando sozinho depois, saindo novamente com a mochila, e de madrugada, quando voltou após consumar o crime.

Ouvido na delegacia na segunda-feira (10), M. declarou que a mulher havia saído no sábado à noite e não voltou mais para casa. Alegou ter tomado conhecimento da morte apenas no domingo e negou envolvimento no crime.

Entretanto, a Polícia Civil conseguiu reunir elementos apontando M. como principal suspeito do crime. A prisão preventiva dele foi decretada pela Justiça, mas o suspeito fugiu antes de ser capturado.

Em novas investigações, os policiais da 1ª Delegacia de Polícia localizaram o paradeiro de M. em Amaporã, cidade na região de Paranavaí e a 205 km de Naviraí. Com apoio da Polícia Civil paranaense, os investigadores sul-mato-grossenses o prenderam ontem à tarde.

Confrontado com os fatos apurados, M. Bento confessou nos mínimos detalhes como matou a companheira. Ele passou por audiência de custódia ontem e ainda nesta quarta-feira deve ser levado para o presídio.  Fonte: Jornal do Conesul

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