7 de maio de 2026

Operação Traquetos cumpre mandados de prisão contra 18 traficantes de Mato Grosso do Sul

Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Traquetos para cumprir 18 mandados de prisão preventiva e 26 de mandados de busca e apreensão de traficantes do Estado que levavam drogas de Bela Vista e Ponta Porã para a Bahia,  e São Paulo.

Segundo o órgão, a organização criminosa é voltada ao tráfico de drogas e tinha uma grande rede de batedores e pontos de apoio nas cidades de Campo Grande, Anastácio e Aquidauana, com o intuito de escoar a droga. Os mandados são cumpridos nos municípios de Anastásio, Campo Grande, Corumbá e Coxim.

O trabalho investigativo, que durou cerca de 17 meses, iniciado em agosto de 2021, resultou em uma série de prisões em flagrante por tráfico de drogas, como ainda identificou a estrutura da organização criminosa, que é dividida em “líderes”, “gerentes”, “batedores e transportadores”, e “guarda-roupas”.

Organização

Os líderes da organização criminosa ficavam responsáveis pela gestão da atividade, contando para tanto com apoiadores, muitos dos quais aceitavam movimentar o dinheiro oriundo da traficância, em transações que, apesar de pulverizadas, alcançavam considerável valor financeiro.

Os líderes ostentavam alto poder aquisitivo e costumavam transitar em veículos de luxo. Por sua vez, os “gerentes” participavam da negociação da droga (aquisição e venda) e até do transporte, sendo próximos dos líderes, que acabavam muitas vezes não tendo contato direto com a substância entorpecente.

Já os “batedores e transportadores” serviam para efetivar o transporte do entorpecente (como regra, maconha), tanto dentro como fora de Mato Grosso do Sul. Por fim, os “guarda-roupas” atuavam como armazenadores da droga na cidade de Campo Grande, até que saísse com destino a outros estados da Federação.

Equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais), do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária – GISP prestaram apoio operacional ao .

O nome da operação faz alusão à “cultura traqueta”, que é composta por hábitos, termos e símbolos que foram criados nos primeiros anos dos cartéis de drogas de Medellín e Cali. Destaque-se que, na Colômbia, os narcotraficantes à moda antiga são conhecidos como “traquetos”. Fonte: Midiamax

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