25 de setembro de 2026

Operação Traquetos cumpre mandados de prisão contra 18 traficantes de Mato Grosso do Sul

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Traquetos para cumprir 18 mandados de prisão preventiva e 26 de mandados de busca e apreensão de traficantes do Estado que levavam drogas de Bela Vista e Ponta Porã para a Bahia,  e São Paulo.

Segundo o órgão, a organização criminosa é voltada ao tráfico de drogas e tinha uma grande rede de batedores e pontos de apoio nas cidades de Campo Grande, Anastácio e Aquidauana, com o intuito de escoar a droga. Os mandados são cumpridos nos municípios de Anastásio, Campo Grande, Corumbá e Coxim.

O trabalho investigativo, que durou cerca de 17 meses, iniciado em agosto de 2021, resultou em uma série de prisões em flagrante por tráfico de drogas, como ainda identificou a estrutura da organização criminosa, que é dividida em “líderes”, “gerentes”, “batedores e transportadores”, e “guarda-roupas”.

Organização

Os líderes da organização criminosa ficavam responsáveis pela gestão da atividade, contando para tanto com apoiadores, muitos dos quais aceitavam movimentar o dinheiro oriundo da traficância, em transações que, apesar de pulverizadas, alcançavam considerável valor financeiro.

Os líderes ostentavam alto poder aquisitivo e costumavam transitar em veículos de luxo. Por sua vez, os “gerentes” participavam da negociação da droga (aquisição e venda) e até do transporte, sendo próximos dos líderes, que acabavam muitas vezes não tendo contato direto com a substância entorpecente.

Já os “batedores e transportadores” serviam para efetivar o transporte do entorpecente (como regra, maconha), tanto dentro como fora de Mato Grosso do Sul. Por fim, os “guarda-roupas” atuavam como armazenadores da droga na cidade de Campo Grande, até que saísse com destino a outros estados da Federação.

Equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais), do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária – GISP prestaram apoio operacional ao .

O nome da operação faz alusão à “cultura traqueta”, que é composta por hábitos, termos e símbolos que foram criados nos primeiros anos dos cartéis de drogas de Medellín e Cali. Destaque-se que, na Colômbia, os narcotraficantes à moda antiga são conhecidos como “traquetos”. Fonte: Midiamax

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