A disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, nas eleições gerais de 2022, marcham para um dos mais instigados tira-teimas políticos, desde que assumiu o primeiro governador do Estado, em janeiro de 1979, pouco mais de quatro décadas atrás.
Confirmando-se as pré-candidaturas anunciadas até agora, quatro nomes já acostumados às vítórias, devem acotovelar-se na linha de chegada.
O confronto mais direto envolve os ex-governadores Zeca do PT e André Puccinelli, do MDB. A dupla chefiou o Estado por duas gestões, oito anos.
O terceiro nome, o do prefeito Marquinhos Trad, do PSD, é a grande aposta da família Trad que, desde 2014, seis anos atrás, briga pelo mais alto mandato no Estado.
Hoje, tem Trad na Câmara dos Vereadores e prefeitura de Campo Grande, Câmara dos Deputados e no Senado.
Eduardo Riedel, hoje secretário estadual da Infraestrutura, sem nunca ter disputado eleições, virou a cartada do PSDB que, em caso de vitória daria sequência ao programa de governo Reinaldo Azambuja, no poder desde 2015.
O primeiro governador de MS ficou no poder por apenas cinco meses – janeiro a junho de 1979 e sem disputar com qualquer candidato.
Harry Amorim Costa, por indicação do governo militar, conquistou o mandato por integrar a Arena, a Aliança Renovadora Nacional, partido dos governantes da época.
Daí em diante, a mais rígida disputa ocorreu em 1998, com a eleição vencida por Zeca do PT.
À época, os petistas tiveram como adversário o MDB, do então candidato Ricardo Bacha. Quadro anos depois, Zeca venceu novamente, desta vez da candidata Marisa Serrano, do PSDB.
Nos dois embates, Puccinelli ajudava os concorrentes de Zeca.

