8 de maio de 2026

MS mantém 6º melhor desempenho econômico do País, aponta relatório

Mato Grosso do Sul se manteve pelo segundo ano consecutivo no 6º lugar entre os estados com melhor desempenho econômico, de acordo com o “Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições”, estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), divulgado na quarta-feira.

O estudo analisa 33 indicadores, em quatro áreas: capital humano, infraestrutura, inovação e potencial de mercado.

Essa posição foi mantida mesmo com o Estado registrando crescimento de 1,52 pontos no escore (índice que mede a capacidade financeira) no ano passado, quando atingiu 51,84 pontos de um total de 100. Em 2024, a pontuação foi de 50,32.

Na primeira análise do instituto, em 2023, o índice totalizou 53,38 pontos, fazendo com que Mato Grosso do Sul ocupasse o 5º lugar no ranking à época.

Esta pontuação de 2025 colocou o Estado atrás de Minas Gerais, com 52,11 pontos, na 5ª posição; Rio Grande do Sul, com 56,61; Paraná, com 57,37; Santa Catarina, com 63,15; e em primeiro lugar São Paulo, com 64,14 pontos.

O estudo, que apresenta a trajetória das unidades da federação entre 2023 e 2025, destacou que “Minas Gerais subiu uma posição no ranking, para o 5º lugar, fazendo com que Mato Grosso do Sul caísse e permanecesse na 6ª posição (2024 e 2025).

A trajetória do top 10 da Economia indica estabilidade relativa no topo, com São Paulo preservando a liderança e Santa Catarina permanecendo entre os primeiros colocados ao longo de todo o triênio. Paraná fechou 2025 em uma posição mais alta do que no início do período, enquanto Rio Grande do Sul caiu uma posição”, informou o estudo.

Para definir a posição do Estado no ranking, o CLP considerou que Mato Grosso do Sul manteve a 2ª posição nacional em Capital Humano nos três anos analisados mesmo com o score crescendo. Atingiu 67,73 em 2025, contra 66,58 em 2024, e 65,45 em 2023. Em primeiro lugar (nos três ciclos apreciados) está Santa Catarina, com score de 72,8 pontos.

Já o crescimento neste quesito, entre 2024 e 2025, teve a nota média de 45,9, ocupando o 15º lugar no ranking nacional deste componente, que considera a evolução do Estado em relação a ele mesmo.

No componente Infraestrutura, o incremento teve nota média de 44,33 pontos, representante a 16ª posição no ranking. Em Inovação, MS teve o 5º maior crescimento do País, atingindo nota média de 44,56.

Já o pilar Potencial de Mercado teve a nota mais baixa dos quatro componentes básicos usados como critério para definir a classificação. A média de aumento foi de 26,05 pontos, o que coloca o estado em 23 º lugar, quase um dos últimos colocados.

CRESCIMENTO
O levantamento também apontou que o Estado teve o 16º maior crescimento do País em 2025, com nota média de crescimento econômico de 40,21.

Este parâmetro, diferentemente do ranking de posições, considera o avanço dos estados em relação a eles mesmos, indicando onde houve melhora nos quatro itens do conjunto de indicadores, esclarecendo que “observa-se que o maior dinamismo do período não ficou restrito aos estados tradicionalmente mais bem colocados em nível, mas se distribuiu sobretudo entre estados do Nordeste, com apoio relevante do Sudeste e do Centro-Oeste”.

Esta citação envolve a Bahia, a Paraíba e o Piauí, com média de 48,52, 48,48 e 47,48, respectivamente. Estas unidades da federação ocupam o 2º, 3º e 5º lugares no ranking de crescimento em 2025 no pilar economia.

De acordo com o CLP, o ranking do segmento econômico é uma ferramenta que tem objetivo de mensurar a capacidade dos entes federativos brasileiros em gerar bem-estar para a população.

Com base em dados oficiais, o ranking oferece um raio-X da gestão pública local a partir dos indicadores estruturados em quatro pilares: Capital Humano, Infraestrutura, Inovação e Potencial de Mercado.

Já o Ranking Geral, do qual o econômico faz parte, são utilizados 100 indicadores considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos Estados brasileiros, distribuídos em 10 pilares temáticos: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.

O CLP explica em seu site que o estudo tem como objetivo principal alcançar um entendimento mais profundo e abrangente das 27 unidades da federação, trazendo para o público uma ferramenta simples e objetiva para pautar a atuação dos líderes públicos brasileiros na melhoria da competitividade e da gestão pública dos seus Estados.

Ao mesmo tempo, pode representar também uma ferramenta bastante útil para o setor privado balizar decisões de investimentos produtivos, ao estabelecer critérios de atratividade em bases relativas entre os Estados, de acordo com as especificidades de cada projeto de investimento.

Para definir a estrutura, composição e a metodologia de cálculo do Ranking, é usado “um amplo estudo da literatura acadêmica especializada, bem como da experiência nacional e internacional na confecção de rankings de competitividade”, ressalta a entidade.

Leia mais em: https://correiodoestado.com.br/economia/ms-mantem-6o-melhor-desempenho-economico-do-pais-aponta-relatorio/466211/

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