Os governadores de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e do Paraná, Ratinho Junior, pediram agilidade ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para a liberação da licença ambiental prévia da Nova Ferroeste.
Nesta quarta-feira (24), os governadores entregaram o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) no Ibama, com expectativa de ir a leilão na Bolsa de Valores no segundo trimestre de 2022.
Com a entrega do estudo e do relatório do impacto, o órgão ambiental pode aprovar uma licença prévia do leilão da Nova Ferroeste, dando mais segurança jurídica e fazendo com que o projeto atraia mais investidores.
“Passando por oito municípios sul-mato-grossenses, o projeto da Nova Ferroeste é estratégico para nós sob o ponto de vista da logística e também da seleção. No futuro, com a viabilização da ferrovia, o nosso Estado vai diminuir a exportação de commodities e ampliar a exportação principalmente de proteína animal ”, destacou Reinaldo Azambuja.
O governador do Paraná destacou a importância da participação dos diversos órgãos federais na execução do Estudo de Impacto Ambiental, que é essencial para o pedido o licenciamento.
“Os técnicos se aproximaram do projeto, percorreram todo o trecho a ser estudado e acompanam todas as etapas, nos orientando quais os melhores caminhos”, avaliou Ratinho Junior.
Nova Ferroeste
O projeto da Nova Ferroeste será um investimento privado, com extensão de 1.304 milhas, ligando a cidade paranaense de Cascavel a Maracaju.
Os trilhos da nova malha intervalo vão passar por oito municípios de Mato Grosso do Sul. Primeiro por Mundo Novo, e seguirão por Eldorado, Iguatemi, Amambai, Caarapó, Dourados e Itaporã, até chegarem a Maracaju.
“O objetivo também de trazer a Ferroeste até Maracaju é a capacidade de conexão dessa nova ferrovia com Malha Oeste, trazendo toda uma rede integrada de ferrovia em Mato Grosso do Sul”, explicou Reinaldo Azambuja.
No Paraná, o projeto ainda inclui Guarapuava e Paranaguá; um ramal multimodal ligando Cascavel e Foz do Iguaçu; além da revitalização do atual trecho da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava.
REUNIÃO
A reunião que aconteceu em Brasília, teve participação de membros da bancada federal dos dois estados no Congresso Federal.
Pelo Mato Grosso do Sul estiveram do senador Nelsinho Trad e os deputados federais Beto Pereira, Bia Cavassa, Dagoberto Nogueira e Vander Loubet.
O secretário Jaime Verruck, da Semagro, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), também participou da reunião.
“Destacamos a construção conjunta desse estudo. O Ibama ao longo da fonte esteve conosco em Mato Grosso do Sul e também no Paraná fazendo a avaliação dos pontos definidos. É importante trazer o projeto do Ibama que eles já têm conhecimento dos principais pontos de impacto ambiental da nova ferrovia ”, explicou Jaime Verruck.
Segundo informações de Verruck, outro ponto abordado foi que a ferroria não passasse por áreas indígenas e de unidades de conservação.


