7 de maio de 2026

Governo Federal adia concessão e Paraná ficará um ano sem pedágios

As principais rodovias do Paraná, calculam tarifas de pedágio, chegam a R $ 26 por automóvel, tráfego gratuito por cerca de um ano a partir de 28 de novembro. 

Isso porque o governo federal adiou, no último dia 10, o cronograma para assinatura dos novos contratos de concessão de estradas do chamado “anel de integração” paranaense.

Esses colapsos são firmados no segundo trimestre do ano que vem. Após o adiamento, divulgado pelo site da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), ele só deve ser assinados no último trimestre de 2022.

Já os contratos ainda em vigor, firmados em 1997, durante a gestão do então governador Jaime Lerner, expiram no mês que vem. 

O atual governador Ratinho Jr. (PSD) já que, assim que eles perderem a validade, como cancelas de pedágio serão abertas.

“Esse formato que tanto mal fez ao estado não fica um segundo a mais no Paraná”, afirmou Ratinho Jr., em entrevista à imprensa em maio, lembrando de obras não concluídas pelas concessionárias e de casos de corrupção nos quais como empresas se envolveram.

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Na ocasião, o governador também informou que o governo estadual realizará a manutenção das estradas até que os novos concessionários como assumam.

A nova rodada de concessões de estradas do Paraná é o maior projeto do tipo já anunciado no Brasil.

Envolve o leilão de 3,3 mil km de estradas federais e estaduais, divididas em seis lotes, que serão leiloados no segundo trimestre de 2022.

As empresas vencedoras terão que investir R $ 43 bilhões em melhorias em dez anos. Esse valor cobrirá, entre outras coisas, a duplicação de 1,7 mil milhas de estradas.

Fora o investimento, outros R $ 35 bilhões devem ser gastos pelas concessionárias para manutenção e operação das rodovias durante os 30 anos de contrato.

O modelo do leilão foi definido numa parceria entre governo federal e estadual e visa reduzir as tarifas do pedágio entre 40% e 50%. 

Por isso, vencerá a concorrência a empresa que se compromete a administrar cada lote de estradas cobrando o menor valor dos usuários.

Contudo, para garantir que as obras previstas sejam realizadas, empresas devem fazer uma espécie de depósito caução que varia conforme o percentual de desconto que ele se compromete a conceder no pedágio.

Assim, se uma companhia se dispõe a cobrar uma tarifa 10% mais baixa do que o estipulada pelo governo, ela deve depositar R $ 10 milhões por ponto percentual de desconto. 

Já se o desconto é de 18% ou mais, o aporte obrigatório será de R $ 150 milhões por ponto percentual, por exemplo.

Como requisito sobre esse modelo envolveram, além de membros do governo, parlamentares e representantes da sociedade civil. 

A ANTT promoveu a abril a audiência pública virtual para receber contribuições sobre o leilão.

Mais de 6.000 manifestações foram apresentadas durante a audiência -o maior número de contribuições na história da ANTT. 

Segundo a própria agência e o Ministério da Infraestrutura, essa foi uma das causas do adiamento do cronograma da concessão.

“Esse grande volume de contribuições fez com que uma análise e incorporação dessas contribuições paramassem mais tempo do que o previsto”, informou uma nota conjunta da agência e do ministério sobre o atraso.

Os dois órgãos informaram também que é possível que novos adiamentos ocorram visto que o modelo de concessão ainda precisa ser aprovado pelo TCU. Até o fim do mês, documentos devem ser enviados pela ANTT à corte de contas.

O governo do Paraná, inclusive, está se preparando para administrar as rodovias incluídas na oferta de concessão por até dois anos, caso isso seja necessário. 

Em setembro, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) do estado lançamentos um edital para contratar serviços de conservação do “anel de integração”.

A licitação prevê gastos de até R $ 135 milhões com serviços durante até 730 dias. De acordo com a DER, no entanto, assim que as novas concessionárias assumem o controle das estradas, os contratos serão rescindidos sem multas.

Não está definido quem prestará serviços de guincho ou primeiros socorros nas rodovias enquanto elas agregam por novos administradores. 

O DER informou que há conversas entre o governo do Paraná e federal em busca de uma solução para o assunto.

Enquanto isso não se resolve, uma expectativa é que o Corpo de Bombeiros realize resgates em rodovias hoje pedagiadas, assim como já faz em estradas não concedidas no Paraná. Já a orientação de tráfego ficaria a cargo das polícias.

A Secretaria Estadual de Segurança do Paraná não se pronunciou sobre o assunto.

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