7 de maio de 2026

Com guincho, PF volta a hotel para apreender mercadoria de loja que ostenta até sertanejos como clientes

As apreensões foram realizadas com auxílio de guincho da Polícia Federal na loja, que fica em um hotel na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, e abastece até mesmo sertanejos famosos de todo o Brasil. Entre os itens apreendidos estão aparelhos eletrônicos, celulares, fones, tablets. Na internet, a loja oferece como destaque celulares lançamento da Apple.

Do hotel estão sendo levados patinetes, motos elétricas, ventiladores e celulares da loja que funciona nas dependências do hotel há aproximadamente oito anos. Os alvos, donos da empresa, costumam ostentar nas redes sociais carros de luxo.

Durante a deflagração da operação um empresário que também faz a venda de artigos de luxo e celulares iPhone foi preso em sua casa no bairro Jóquei Clube. Da casa dele foram levados vários eletrônicos e documentos e a Land Rover apreendida. Outro alvo de cumprimento de mandados de busca e apreensão foi em um condomínio, próximo à Vila Morumbi.

Foram cumpridos 1 mandado de prisão e 14 de busca e apreensão. Os agentes também foram até um condomínio, no bairro Morumbi. Durante as investigações, identificou-se a continuidade na comercialização de produtos eletrônicos estrangeiros, sem o devido registro de importação.

A logística

Lojistas de Campo Grande usavam doleiros para enviar dinheiro para fornecedores de mercadorias no Paraguai; em seguida, promoviam a entrada dos produtos eletrônicos no Brasil, sem fazer o pagamento do imposto. Eles usavam empresas de fachada para expedir notas fiscais para justificar a entrada das mercadorias; e por fim, os equipamentos eram revendidos no mercado nacional.

A investigação iniciou-se em 21 de novembro de 2019 e durante o seu curso foram realizadas apreensões de mercadorias descaminhadas bem como investigada a situação patrimonial dos envolvidos.

Operação 2017

A operação que investigou esquema de descaminho e lavagem de dinheiro, além da venda de produtos eletrônicos como notebook e smartphones na loja de um hotel, cumpriu na época quatro mandados de busca e apreensão, todos na Capital.

Ostentação

O nome da operação faz referência à mitologia grega, na qual Harpócrates representa o deus do silêncio e do segredo, contrastando com a ostentação apresentada por alguns investigados.

Na primeira fase,  a operação investigava esquema que descobriu suposto descaminho e lavagem de dinheiro. Eram realizadas vendas de produtos eletrônicos como notebook e smartphones na loja de um hotel e também roupas de grife, importadas sem o pagamento de impostos. Os produtos eram vendidos nas lojas dos investigados.

No entanto, o preso naquela ocasião foi inocentado das acusações.

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