26 de setembro de 2026

Planejamento e ações coordenadas fazem de MS o estado com menos casos e mortes pelo novo coronavírus

Planejamento e ações coordenadas são os principais motivos que fazem Mato Grosso do Sul conseguir frear o avanço da Covid-19 e ter o menor número de casos e mortes pela doença de todo o Brasil. A avaliação é do governador Reinaldo Azambuja, entrevistado na noite de segunda-feira (11.5) pelo programa Pingo nos Is, da Jovem Pan.

A coordenação das ações foi feita por meio do Centro de Operações Especiais contra o Coronavírus e contou com a participação de todas as secretarias estaduais. “Eu acho que o nosso desempenho no combate ao novo coronavírus] foi muito do planejamento. Dia 31 de janeiro montamos o Centro de Operações Especiais, divididas as responsabilidades por todas as secretarias: Saúde, Segurança Pública, Educação, Assistência Social. E planejamos algumas ações importantes, algumas paralisações, paralisação de aulas, de algumas atividades, mantivemos alguns serviços essenciais, criamos o teletrabalho para o servidor, baixamos praticamente 70 aplicativos do governo do Estado para evitar a vinda das pessoas nas repartições públicas e conversamos com os 79 municípios, prefeitos, lideranças municipais, para coordenar as ações dentro desse Centro de Operações Especiais”, explicou Reinaldo Azambuja.

Até ontem (11.5), Mato Grosso do Sul tinha 385 casos confirmados de Covid e 11 mortes. O governador contou que o Estado está preparado caso aconteça um aumento no número de casos. Foram criados 214 leitos de UTI (um aumento de 43%) especificamente para atender pacientes com o novo coronavírus e apenas quatro deles estão ocupados. Ele explicou também que o hospital de campanha, montado e equipado anexo ao Hospital Regional, em Campo Grande, será utilizado se a ocupação hospitalar atingir o índice de 70%.

Entre as medidas destacadas pelo governador Reinaldo Azambuja no combate à proliferação do vírus estão a implantação das 17 barreiras sanitárias nas divisas com outros estados e fronteiras e a implantação do sistema drive thru com hora marcada para exames. Ele também lembrou das medidas para ajudar as famílias com dificuldade financeira durante a pandemia, como a entrega de alimentos e a proibição de corte de água.

Reinaldo Azambuja reafirmou ainda que a prioridade do governo é salvar vidas e disse que, após a pandemia, será o momento de o Brasil repensar a dependência da importação de equipamentos médicos e o uso do teletrabalho.

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