O homem de 31 anos que testou positivo para o novo coronavírus está internado em um hospital particular de Campo Grande. Segundo informações do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, ele chegou a ficar isolado em casa, mas teve desconfortos respiratórios. O estado de saúde não é considerado grave e o paciente é monitorado.
Já Thayany Silva, namorada do empresário Ueze Zahran Stamatis (que também está com a doença, mas em São Paulo), está de quarentena e até agora não teve nenhum sintoma.
Os parentes de todos eles foram orientados a procurar a rede de saúde caso apresentem algum sintoma. As autoridades estão investigando se algum deles também foi contaminado.
Thayany já estava com o novo coronavírus quando foi a uma festa na boate Valley no dia 11 de março. Quem também foi ao local nesse dia e sentir dificuldades para respirar, tosse, coriza deve procurar atendimento.
SEM MOTIVO PARA PÂNICO
Mauro Filho orienta as pessoas que por ventura vierem a ter sintomas da doença para buscarem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e não as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Isso porque nos pontos de cuidados emergenciais a pessoa pode adquirir outra doença ou contaminar pacientes debilitados por outros problemas de saúde.
“Esse paciente vai ser orientado a ir para o domicílio para se recuperar em casa, longe de idosos, ter os cuidados necessários de higiene pessoal, ficar em ambiente ventilado, manter as janelas abertas”, disse.
Prevendo situação crítica, o município contratou leitos em alguns hospitais. No Pênfigo serão 60 na enfermaria e 10 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Será referência para dengue e, se houver necessidade também, para pacientes com coronavírus. Ao todo, a cidade tem cerca de 104 leitos”.
Em Campo Grande, por hora aulas e serviços públicos seguem funcionando. “O Ministério da Saúde tem uma recomendação para fechar escolas a partir da forma de transmissão sustentada, ou seja, quando você não identifica de onde veio a origem”.
Conforme o secretário, houve uma reunião no gabinete do prefeito Marcos Trad Filho (PSD) para pensar em ações, como escalonar horários de entrada dos trabalhadores para evitar que todos usem o transporte público ao mesmo tempo.
“Tem haver essa discussão com a Câmara de Comércio para avaliar os impactos econômicos para que reduza o volume de pessoas se locomovendo. Essa é provavelmente uma medida que iremos adotar em decreto que deve sair provavelmente na próxima semana”, completa.


