7 de maio de 2026

Para enfrentar coronavírus, Estado garante 138 novas UTI’s, 281 leitos clínicos e 48 semi-intensivos

Campo Grande (MS) – O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES) está ampliando a rede de leitos hospitalares em Campo Grande e municípios do interior, sempre em parceria com as administrações municipais para fazer frente à pandemia causada pelo novo coronavírus. Com essa estratégia, Mato Grosso do Sul terá 653 leitos hospitalares garantidos para os eventuais pacientes da Covid-19.

Pela estrutura que está sendo montada, serão garantidos 138 novos leitos de UTI, 281 leitos clínicos e 48 semi-intensivos. Dos 138 novos leitos de UTI, 81 estão são em Campo Grande e os 57 restantes em cidades do interior. Os leitos clínicos serão 239 em Campo Grande e 42 em outras regiões do Estado. Os 48 semi-intensivos estão sendo disponibilizados no Hospital Regional de Campo Grande.

O Estado vai entrar com 50% dos valores a serem gastos com os novos leitos em Campo Grande, durante a vigência da epidemia (previsão é de quatro a seis meses). E todos os recursos gastos para a estrutura do Hospital Regional serão absorvidos integralmente pelo Estado.

“Estamos trabalhando para que tenhamos uma estrutura que possa absorver toda a demanda no auge da epidemia, que acreditamos que poderá ser no final do mês de abril e na primeira quinzena do mês de maio”, explica o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende. “Todos os recursos necessários foram colocados à disposição pelo governador Reinaldo Azambuja para podermos montar essa rede de apoio”, salienta.

“Hoje temos 515 leitos de UTI entre os públicos e privados. Vamos acrescentar os novos 138 leitos, o que vai perfazer 653 leitos. Afora isso, há iniciativa de outros municípios para colocar leitos de UTI ou semi-intensivos, cujo custeio deverá ser bancado pelo Estado”, ressalta o secretário. “Está também no horizonte a construção de hospitais de campanha. Mas nesse momento as nossas energias estão voltadas para o aumento do quantitativo de leitos tanto na capital quanto no interior, que possa absorver a demanda da Covid-19, se houver crescimento expressivo da demanda”.

O secretário Geraldo Resende afirma que Mato Grosso do Sul tem, geralmente, uma grande taxa de ocupação de UTI’s, “daí a ampliação das estruturas também em outras cidades, como Paranaíba, Ponta Porã e Costa Rica, bem como com a contratação de leitos ofertados pela iniciativa privada

Campo Grande

O secretário municipal de Saúde de Campo Grande, José Mauro, explica que em fevereiro, foram atendidos cerca de 700 pacientes de trauma na Capital e em março esse número caiu para uma média de 100 pessoas. Por isso, atualmente a taxa de ocupação de leitos local é bem menor.

“Hoje temos vários hospitais privados com taxa de ocupação pequena. Isso fez com que conseguíssemos habilitar vários leitos sem a necessidade de construir hospitais de campanha. Estamos incrementando 139 leitos dentro dos hospitais existentes, com toda a estrutura necessária, numa situação muito mais cômoda para o paciente e para o profissional”, destaca José Mauro.

Para conquistar a ampliação do número de leitos, numa parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, Campo Grande convidou os hospitais interessados para praticarem um valor fixo na ocupação de leitos disponíveis. Sete hospitais aceitaram a proposta, três deles já contratualizados com o Município e que aumentaram a oferta de leitos: Santa Casa, Hospital do Câncer e o Hospital Regional.

Hospital do Pênfigo, Clínica Campo Grande, El Kadri e Proncor são os quatro hospitais que não tinham convênio com o sistema público e que firmaram convênio com o Município de Campo Grande na estratégia de enfrentamento ao coronavírus. Essas estruturas serão custeadas sempre por meio de co-financiamento entre o Município e o Estado.

“Saímos de uma situação em que tínhamos, na Capital, 891 leitos e passamos para 1.130 leitos clínicos; passamos de 116 leitos de UTI para 197, e mais 48 leitos de semi-intensivo que podem ser modificados para UTI. Mas isso não para aqui. Estamos diariamente avaliando estratégias que serão implementadas, assim que houver demanda, como é o caso do centro de triagem respiratória no Ayrton Senna”, resume José Mauro.

 

Ricardo Minella – Secretaria de Estado de Saúde (SES)

Foto: Arquivo

Fonte: Portal do MS

Populares da Semana

MS não registra bloqueios de caminhoneiros em rodovias, diz PRF

De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), todas...

Motociclista de 23 anos morre em acidente entre carro e moto na BR-163

O acidente na Rodovia BR-163 teve a morte da...

De perfume a computador, servidora federal desviava produtos apreendidos

Operação da PF e da Receita Federal cumpriu mandados...

JAPORÃ recebe Certificado no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora

O município de Japorã recebeu, nesta terça-feira (05/05), o...

Contra tráfico e contrabando, lei oficializa criação de 6 varas federais em MS

Projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e prevê...

Homem furta Hilux em jogo do Santos e morre em confronto com o DOF

Caminhonete pertence a agricultor residente em Campo Grande, que...

Ciclone-bomba causa chuva de 200 mm e ventos de 100 km/h em Mato Grosso do Sul

Um ciclone-bomba se forma próximo ao Sul do Brasil...

Senador Nelsinho Trad recebe emissários do Senado dos EUA

O senador Nelsinho Trad recebeu emissários da Comissão de...

Atenção Naviraí! A 3ª etapa dos 100 Dias de Castração está chegando

A partir do dia 11/05, os cadastros serão realizados...

Naviraí oficializa pedido ao MEC por curso de Enfermagem para o Campus da UFMS

Uma das agendas do Prefeito de Naviraí, Rodrigo Sacuno,...

Artigos Relacionados

Categorias Populares