Campo Grande tem 8 casos suspeitos de coronavírus sob investigação, diz Sesau

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) divulgou na tarde desta sexta-feira (28) que Campo Grande tem 8 casos suspeitos de COVID-19, o novo Coronavírus. Inicialmente, eram 10 situações investigadas, mas duas tiveram resultados negativos no primeiro teste e oito ainda tem resultado aguardado pelo Lacen (Laboratório Central).

Conforme a Sesau, os dois pacientes que foram retirados como suspeitos para a doença, tiveram resultado positivo para H1N1. Os outros casos, ainda seguem em investigação e amostras devem ser encaminhadas para o Instituto Adolf Lutz em São Paulo.

Além dos atendimentos por equipe técnica especializada, também foram elaboradas notas técnicas sobre as ações a serem adotadas em caso de surgimento de pessoas com os sintomas da doença e de como proceder com a coleta de amostras para exames, assim como a elaboração do plano de contingência municipal para enfrentamento do COVID-19, elaboração de material educativo bem como sua ampla divulgação por meio de redes sociais.

“Esta secretaria vem realizando reuniões, visando fortalecer o fluxo de atendimento de novos casos suspeitos por este agravo”, disse em nota.

Entre os sintomas apresentados citamos febre, tosse, desconforto respiratório, coriza, cefaléia e dor de garganta. Dos casos em investigação, 5(50%) apresentam  alguma patologia de base, 7 (87,5%) com história de viagem para Itália e 01 (12,5%) com história de viagem para Coreia do Sul.

No que se refere ao local de atendimento, 02 (25%) foram atendidos em unidade básica e UPA do município, 02 (25%) demanda espontânea, 04 (50%) atendidos em unidades hospitalares. Os pacientes encontram-se em precaução respiratória domiciliar.

Dados estaduais

Em boletim divulgado na tarde desta quinta-feira (27) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), constavam, até então, seis notificações de casos suspeitos em Campo Grande e um em Ponta Porã. Dos seis casos da Capital, dois haviam testado negativo para corona no primeiro exame. O caso do jovem de 24 anos morador de Ponta Porã deu negativo no primeiro teste, mas segue sob investigação.

Prevenção é o caminho

Além de acalmar a população com as informações técnicas sobre o COVID-19, a Sesau também reforça a necessidade de se adotar estratégias básicas de higiene, como lavar as mãos com frequência.

“A gente entende esse temor com uma doença nova, mas o melhor que a população tem a fazer é adotar a prevenção com o asseio frequente das mãos, com sabão, sabonete ou álcool gel, evitar tocar o rosto com as mãos sujas, espirrar ou tossir protegendo o rosto e evitar compartilhar itens de uso pessoal“, destacou ao Jornal Midiamax o titular da Sesau, José Mauro Filho.

O secretário também destaca que pacientes com sintomas gripais, independente de ser influenza ou coronavírus, podem utilizar máscaras, que evitam a dispersão de gotículas de saliva no ar. Ao chegar a uma UPA, os pacientes ou acompanhantes também podem evitar ficar na sala fechada e tentar aguardar ao ar livre.

“Estamos falando de um vírus novo e por isso há temor. Mas, já sabemos que ele vive menos tempo no ambiente no nosso clima e que ele é bem menos letal que os outros vírus respiratórios que temos. Não é preciso alarde, o que precisamos é que as pessoas lavem bem as mãos e sigam as demais recomendações”, conclui o secretário.

Lavar as mãos

No site do Ministério da Saúde, a orientação para evitar a contaminação e também transmissão de infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus, reforça a necessidade de lavar as mãos com frequência com sabonete, por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.

A comunicação também recomenda evitar toques nos olhos, nariz e boca com as mãos sujas e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência. Evitar aglomerações, espaços fechados e contato com pessoas com sintomas gripais também são recomendáveis. É fundamental que, ao espirrar, pessoas protejam o rosto e utilizem lenços descartáveis. É o principal público que deve utilizar máscaras, já que vírus respiratórios costumam ser transmitidos por gotículas de saliva.

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