7 de maio de 2026

Polícia estima que até 20 bolivianos eram traficados através de Corumbá

Após a prisão de dois envolvidos em quadrilha de tráfico de bolivianos, a Polícia da Bolívia acredita que ônibus com 10 a 20 estrangeiros traficados saíam do país vizinho com destino ao Brasil toda semana. Corumbá era muitas vezes usado como porta de entrada para os traficantes, através da fronteira com Puerto Quijarro, e eles eram trazidos para serem explorados em oficinas de costura.

Segundo Lei brasileira de 6 de outubro de 2016, o tráfico de pessoas consiste em “agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso. Sendo a finalidade de remover órgãos, tecidos ou partes do corpo; submeter a trabalho em condições análogas à de escravo; submeter a qualquer tipo de servidão; adoção ilegal; ou exploração sexual.”

No caso da quadrilha desarticulada, eles supostamente aliciavam as vítimas e as mandavam até a fronteira com o Brasil, onde entravam no país para serem explorados em oficinas de costura. Os agentes chegaram até a organização criminosa após flagrarem, na última quinta-feira (5) uma adolescente com uma autorização de viagem fraudulenta, enquanto vinha para o país. As informações são do jornal boliviano El Deber.

Conforme o major Napoleon Espejo, chefe da unidade que conduziu as investigações deste caso, a menina estava acompanhada de outros dois adolescentes e uma criança. Eles estavam prestes a embarcar em um ônibus, no Terminal Rodoviário Bimodal, em Santa Cruz de La Sierra. Todos eles, em depoimento, revelaram que teriam que se encontrar com um homem identificado como Jhonny Grover Ayala Mamani, um dos dois detidos durante a ação policial.

Em Puerto Quijarro, eles teriam que se encontrar com Heidy Lorena Aramayo Sánchez, apontada como responsável pelo embarque em território brasileiro. Os agentes, após ouvir os envolvidos, confirmaram que os menores iam para o Brasil para trabalhar, ilegalmente, em oficinas de costura. As vítimas entravam no Brasil e seguiam para cidades como São Paulo.

Jhonny e Heidy foram presos e a polícia paraguaia, por meio da Divisão de Tráfico de Pessoas da Força Especial de Luta Contra o Crime continua com as investigações.

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