26 de setembro de 2026

Chefe da quadrilha do chapéu era fugitivo da Máxima

Antônio Júlio da Silva, de 54 anos, conhecido como o ‘Velho do PCC’ tinha extensa ficha criminal e estava preso desde 2000 pelo crime de roubo. Ele foi morto em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar ontem (17) em fazenda no município de Rochedo.

Mas a história no mundo do crime de Andorinha é bem longa. Mesmo sendo procurado pela polícia, a quadrilha liderada pelo criminoso ganhou repercussão depois de uma série de crimes na Capital, inclusive no arrastão realizado em um açougue na Avenida das Bandeiras, conforme publicado pelo Correio do Estado no dia 28 de outubro.

Segundo informações da polícia, mesmo preso no sistema penitenciário de Segurança Máxima de Campo Grande ele conseguiu fugir na quinta tentativa em setembro deste ano, onde logo depois começou a cometer novos crimes em Campo Grande com ajuda de outros quatro comparsas- dois deles identificados como Valdecir Valchak, 31 anos, e Dilermando César Pereira de Almeida, 24 anos, mortos também em confronto com a polícia no último dia 10 de novembro na BR-060 saída para Sidrolândia.

Andorinha liderava os comparsas e decidia onde os crimes eram cometidos. Ele foi encontrado próximo a fazenda no município de Rochedo conforme denúncia enviada aos policiais. Havia outro comparsa com o criminoso que conseguiu fugir pelo matagal e não foi localizado. A Polícia Civil vai investigar a participação desse suspeito na quadrilha.

De acordo com o comandante do Choque, coronel Marcos Pollet, antes da equipe chegar no local o suspeito efetuou os disparos a pé e correu para dentro da fazenda. “As equipes foram até o local, o indivíduo reconhecido como Andorinha efetuou vários disparos em fase equipe policial, a equipe ainda nem tinha dado voz de abordagem para os dois indivíduos, mesmo correndo para dentro da fazenda ele continuou os disparos, nesse momento a equipe já havia repelido a agressão injusta. Ele foi alvejado e levado ao hospital com vida, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito, ele era o mentor intelectual da quadrilha”, disse.

Sobre os disparos, o coronel informou que ele efetuou  aproximadamente 17 disparos contra a equipe policial, já que o autor estava com o carregador com 30 munições. Não há informações de quantos disparos o autor foi atingido.

A Polícia Civil deve investigar o suspeito foragido da fazenda e o último integrante da quadrilha, motorista do veículo dos assaltos que ainda está foragido.

Fonte: Correio do Estado

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