Investimento em distribuição de energia foi de R$ 1,5 bilhão

A concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em 74 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, a Energisa, anunciou que foram feitos investimentos de R$ 1,5 bilhão nos últimos cinco anos, no Estado. Entre as obras, estão aumento das linhas de transmissão, ampliação de subestação, novos equipamentos e substituição de redes degradadas, principalmente na área rural.

O diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vi­nhaes, explicou que, quando a empresa chegou ao Estado, encontrou uma série de problemas deixados pelo antigo controlador. “Nosso principal objetivo é que a energia elétrica não seja empecilho para o desenvolvimento, tanto da indústria, do comércio e das cidades como um todo”.

Conforme a concessionária, os recursos foram investidos na ampliação de subestação, no aumento das linhas de transmissão, em novos transformadores de força e alimentadores em vários municípios, em reforços no sistema dos municípios – com ampliação de rede, troca de cabos, equipamentos automáticos –, mais ações em frota, ferramentas e segurança, além de substituição de redes degradadas especialmente na área rural.

No plano de investimentos da empresa, o destaque é a preocupação com a qualidade da energia oferecida aos clientes do campo, onde parte da atividade econômica do Estado está concentrada. Foram destinados recursos para melhoria e reforma das redes rurais, troca de cabos e materiais, atuação em vegetação e instalação de novos equipamentos.

EFICIÊNCIA

Entre os investimentos da concessionária, o Programa de Eficiência Energética (PEE) em órgãos públicos e instituições filantrópicas é um dos destaques. O projeto consiste na substituição de equipamentos com maior consumo de energia por aparelhos modernos e eficientes, com selo Procel de economia de energia.

As intervenções realizadas em vários prédios públicos e instituições filantrópicas abrangem ainda os sistemas de iluminação, condicionamento de ar e refrigeração. As substituições podem gerar uma economia mensal de até 50% na conta de energia desses estabelecimentos.

“Já investimos quase R$ 60 milhões no programa de eficiência energética da concessionária. O nosso foco não está nas indústrias, uma vez que elas conseguem investir na própria eficiência, mas no uso social desses recursos em hospitais, teatros, universidades. No Aniversário de Campo Grande [em 26 de agosto], entregamos toda a iluminação do Parque das Nações Indígenas como presente para a cidade”, frisou Vinhaes.

Entre 2014 e 2018, foram investidos R$ 51.436.418,45 por meio do PPE. Em 2019, até setembro, o investimento foi de R$ 8.470.103,76. Somente no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, o valor investido foi de R$ 797.854,55; no Parque das Nações Indígenas, R$ 739.980,00; no Hospital Rosa Pedrossian, R$ 1.424.476,00; entre outros.

PANTANAL

Entre 2020 e 2021, a empresa implantará o projeto Acende Pantanal, com o objetivo de levar eletricidade às regiões remotas, utilizando unidades de geração de energia renovável, especialmente solar.

“Esse projeto é o mais bonito de Mato Grosso do Sul. Quando chegamos, a ideia deixada pelo antigo controlador era de levar a energia de forma ‘tradicional’ para o Pantanal. Além de caro para o Estado, encareceria a tarifa do consumidor final. Estudamos a viabilidade e, a partir do ano que vem, a população ribeirinha começará a ter acesso à energia solar, sem causar impactos financeiros nem ambientais”, explicou Vinhaes.

O projeto-piloto começa com a instalação de 23 unidades de energia solar em casas, escolas e propriedades rurais espalhadas por quase 90 mil km². Cerca de 100 pessoas das regiões mais isoladas do Pantanal estão sendo diretamente beneficiadas, incluindo a população ribeirinha e moradores das regiões rurais de difícil acesso. O investimento da empresa é de R$ 8,2 milhões.

A iniciativa, que está em fase inicial de testes, prevê a instalação de placas solares fotovoltaicas e baterias para armazenar o excedente da energia em casas, escolas e propriedades rurais de difícil acesso, beneficiando as populações ribeirinhas das margens do Rio Paraguai, em regiões mais remotas como Taquari, Nhecolândia e Paiaguás.

DESCONTO

O cidadão sul-mato-grossense tem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica. Conforme a faixa de consumo dos clientes, o valor do desconto na conta de luz pode chegar até a 65%.

Por exemplo, para quem consome até 30 kWh/mês, a conta de energia pode baixar até 65%. Para o consumo de 31 kWh/mês a 100 kWh/mês, a redução chega a 40%. Na faixa de consumo de 101 kWh/mês a 220 kWh/mês, o desconto é de 10%. Já em consumo superior a 220 kWh não incidirá desconto.

Em Mato Grosso do Sul, mais de 148 mil clientes estão cadastrados na Tarifa Social, mas 83 mil famílias que se enquadram no programa ainda não possuem o benefício. Têm direito ao desconto as famílias inscritas no Cadastro Único do governo federal e que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), com renda familiar menor ou igual a meio salário mínimo – valor que corresponde a R$ 499.

Para efetuar o cadastro, o cliente precisa apresentar os documentos pessoais, o Número de Inscrição Social (NIS), o número do benefício e uma fatura da conta de energia. O cadastro da Tarifa Social também pode ser realizado na agência de atendimento da Energisa, no endereço eletrônico tarifasocial.energisa.com.br (pré-cadastro) ou pelo 0800 722 7272.

Os clientes que não atualizaram o cadastro no Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) e perderam o direito à Tarifa Social precisam fazê-lo primeiramente no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do seu município e, posteriormente, procurar a concessionária de energia elétrica.

Fonte: Correio do Estado

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