7 de maio de 2026

Sensível ao setor atacadista, Alems protagoniza debate por justiça fiscal

Pensando em renda e qualidade de vida aos sul-mato-grossenses, A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) mais uma vez protagoniza o debate por mais competitividade e justiça fiscal no Estado. Na tarde desta terça-feira (3), o presidente Paulo Corrêa (PSDB) recebeu representantes do Governo do Estado e do setor empresarial para ouvir as demandas do setor atacadista, responsável pela geração de 6 mil empregos indiretos no Estado.

Corrêa destacou o descompasso no setor atacadista, que torna as empresas instaladas no Estado menos competitivas. “Fizemos essa reunião, com a presença do secretário de Desenvolvimento, Jaime Verruck, e do secretário de Fazenda, Felipe Mattos, para tratar sobre a penetração de atacados de fora, que não geram nenhum emprego e renda para MS, trocando pura e simplesmente nota fiscal, e que prejudica quem, efetivamente, monta um atacado no Estado e gera e emprego e renda aqui”, pontua Corrêa.

“Há uma abertura do governo Reinaldo Azambuja (PSDB) no sentido de fazer com que a interrelação da Sefaz com as pessoas que trazem riqueza e fazem gerar emprego e renda em Mato Grosso do Sul seja preservada”, completa.

Durante o encontro, foi formado um grupo de trabalho, com representantes da Alems, Sefaz, Semagro, e Associação Sul-Mato-Grossense dos Atacadistas e Distribuidores (ASMAD), para avançar, de maneira pontual, na resolução das demandas apresentadas pelo setor. A primeira reunião do grupo foi agendada para o dia 18 de setembro, às 15h, na Sefaz.

Akito Ikeda se mostrou confiante com os encaminhamentos da reunião

Presidente da ASMAD, Akito Ikeda agradeceu a abertura dada pelo presidente Paulo Corrêa e está confiante na promoção da competitividade do setor. “Primeiro, em nome da ASMAD, eu agradeço o presidente pela recepção e junto conosco levantar essa bandeira. A ASMAD reúne 60 distribuidores no Estado, que juntos geram 4 mil empregos e a gente vem com a demanda para ser mais competitivo em relação aos atacados de outros estados. Fico contente pela abertura que o deputado Paulo Corrêa nos deu, confesso que estou muito confiante com esse grupo de trabalho e tenho certeza que, a partir dessa iniciativa, nós e o Estado vamos colher bons frutos”, destacou.

O empresário Beto Pereira, da Rede Comper, acredita que distorções precisam ser corrigidas para que o setor cresça.  “Muito positivo quando você pega empresários, a classe política, classe atacadista, se reúne buscando soluções que possibilitem o crescimento do setor. Gera emprego em Mato Grosso do Sul, mas tem algumas distorções que precisam ser corrigidas, começando pelo entendimento da formação desse grupo de trabalho. O grupo entende que MS precisa arrecadar, tem que haver justiça fiscal, mas hoje o setor sofre uma concorrência desleal contra o setor de outros estados, precisamos entender como equilibrar esse jogo”, afirma.

Secretário de Fazenda, Felipe Mattos afirma que o governo é sensível à classe, mas o momento econômico não permite que o Estado abra mão de receitas. “A Alems encabeçou essa reunião e a Sefaz é sensível à demanda do setor.  Temos que encontrar solução e, por sugestão da Casa de Leis, criamos esse grupo de trabalho, coma primeira reunião já marcada, para que poss

Felipe Mattos afirmou que o governo é sensível à classe

amos discutir quais são os avanços que a pasta pode fazer para que não tenhamos mais esse problema e tendo como premissa, manter a arrecadação, já que o Estado, nesse momento, não pode abrir mão de nenhuma parcela de receita.”, esclarece.

Presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen destaca que a indústria acompanha a situação narrada pelos empresários e se dispõe a colaborar para a competitividade do setor. “A indústria acompanha essa discussão porque entendemos a importante cadeia que contempla a transformação da venda dos produtos industrializados no estado. O setor apresenta a demanda de melhorar competitividade e de que forma o Estado pode fazer isso. Foi definido grupo de trabalho, onde cada um vai trazer a sua demanda e o Estado vai contrapor. A fiems deve participar do encontro, avaliando de que modo a industria pode colaborar com a competitividade do setor”, finaliza.

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