11 de outubro de 2026

Senador Nelsinho Trad conquista aprovação de acordo internacional que promete reduzir burocracia e custos no transporte entre Brasil e Pacífico

Com parecer do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a Comissão de Relações Exteriores deu passo estratégico para transformar a Rota Bioceânica — corredor rodoviário que ligará o Centro-Oeste ao Oceano Pacífico — em um eixo competitivo do comércio internacional. A CRE aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 655/2025, que ratifica a Convenção Aduaneira TIR, tratado internacional que simplifica o trânsito de cargas entre países e reduz drasticamente a burocracia nas fronteiras.
“A Rota Bioceânica só será plenamente viável se o Brasil operar no mesmo regime aduaneiro que nossos vizinhos. A adesão ao TIR é o que vai permitir que os caminhões cruzem fronteiras sem precisar parar em cada aduana”, afirmou o senador Nelsinho Trad.
O sistema TIR — sigla francesa para Transports Internationaux Routiers — funciona como um passaporte alfandegário único: as cargas são lacradas e inspecionadas apenas na origem e no destino final. O modelo é adotado em mais de 80 países e reduz o tempo de travessia de fronteiras em até 80%, além de cortar custos operacionais e riscos de atrasos.
Na prática, o corredor deve encurtar em até 17 dias o trajeto das exportações brasileiras rumo à Ásia e diminuir em cerca de 30% o custo do frete em relação à rota tradicional pelo Porto de Santos. “Essa convenção é o elo que faltava para tornar a Rota Bioceânica realmente competitiva”, argumentou o presidente da CRE e defensor do projeto.
O corredor, com mais de 3.000 quilômetros, ligará Campo Grande (MS) aos portos do norte do Chile, atravessando Paraguai e Argentina. O projeto é visto como um marco de integração regional e de impulso ao agronegócio, que passará a ter uma alternativa mais rápida e barata para exportar grãos, carnes e produtos industrializados.
Para o senador Nelsinho Trad, o efeito será mais amplo do que logístico. “Não é apenas uma estrada. É um corredor de desenvolvimento que vai aproximar economias, gerar empregos e integrar culturas. O Brasil precisa olhar para o Pacífico com a mesma atenção que sempre teve com o Atlântico”, defende o senador.
Com a convenção aprovada na CRE, o parecer do presidente da comissão segue ao Plenário. Depois, precisa da promulgação do Poder Executivo. A expectativa é que as primeiras operações plenas da Rota Bioceânica com o novo regime aduaneiro comecem em 2026, marcando o início de uma nova etapa para o comércio sul-americano.

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