7 de maio de 2026

Capacidade de armazenamento de grãos atende à metade da demanda de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul segue em um cenário de insuficiência no setor de armazenamento de grãos. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicam que a capacidade estática de armazenagem do Estado é de 14,13 milhões de toneladas. Porém, essa medida atende à metade da demanda, de acordo com a avaliação da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS).

“Essa capacidade de armazenamento atende somente 50% da produção de soja e milho do Estado. Isso força os produtores a optarem por formas de armazenamento temporária como silobags ou o escoamento imediato para os portos, muitas vezes em um momento de preços desfavoráveis. Portanto, uma capacidade que cobre apenas metade da produção não consegue garantir a sustentabilidade e a competitividade da produção estadual”, detalha Flavio Faedo Aguena, assessor técnico da Aprosoja/MS.

Ainda de acordo com o assessor, o deficit de armazenamento é um problema crônico de Mato Grosso do Sul.

“Na safra passada tivemos uma produção muito baixa e mesmo assim não tínhamos capacidade de armazenagem suficiente. Quando analisamos a capacidade de armazenamento dos últimos 10 anos, percebemos um aumento na capacidade de armazenagem. No entanto, a produção também teve aumento, o que faz com que nossa capacidade oscile entre 40% a 60% da produção de soja e milho”, explica.

O levantamento da Conab aponta que a taxa média de crescimento na capacidade de armazenagem no Estado é de 4,15%. Na última década, saltou de 9,37 milhões de toneladas em 2015 para o número atual. Em julho deste ano, o governo do Estado anunciou apoio aos investimentos de R$ 500 milhões da empresa Coamo para ampliar a indústria e construir novos armazéns.

EXPANSÃO
Conforme a gestão estadual, a empresa pretende expandir sua unidade de processamento de soja em Dourados e construir mais três armazéns nas cidades de Sidrolândia, Amambai e Dourados.

Na ocasião da reunião, o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, detalhou que a ampliação da fábrica da Coamo localizada em Dourados terá um investimento de R$ 200 milhões.

Atualmente, a planta que tem capacidade de processamento de 3 mil toneladas de soja por dia, e após ampliação, vai passar para 4 mil toneladas/dia. Já os novos armazéns serão construídos nos demais municípios, com previsão de investimento de R$ 80 milhões em cada um.

“No caso da Coamo eles ainda avaliam a expansão agrícola que o Estado tem, com espaço para ampliação na produção de soja. Além dos nossos investimentos em infraestrutura e logística para melhorar as estradas, rodovias e acessos”, expressou o secretário na ocasião. No entanto, o crescimento continua não acompanhando a demanda.

“Além da falta de armazéns, temos também um problema na distribuição espacial dos armazéns já instalados. No momento, temos três grandes polos onde se concentra o maior volume de armazenagem que ficam nos municípios de Maracaju, Sidrolândia e Dourados. Isso obriga a maioria dos produtores, principalmente de outras regiões, a percorrerem longas distâncias, sobrecarregando as rodovias e gerando longas filas nos armazéns. O resultado direto é a ineficiência no escoamento da safra e a elevação significativa do custo dos fretes no período de colheita, impactando diretamente a rentabilidade do agricultor e a competitividade da cadeia produtiva como um todo”, complementa Flavio Aguena.

SAFRA
Conforme publicado pela reportagem do Correio do Estado na semana passada, MS caminha para colher a maior safra de milho da história.

Dados atualizados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga/MS) apontam que a segunda safra 2024/2025 deve atingir 14,226 milhões de toneladas, superando o recorde anterior, registrado no ciclo 2022/2023, quando foram colhidas 14,220 milhões de toneladas de milho.

A safra da soja também apresentou aumento acima da média, mesmo após registrar intercorrências durante o desenvolvimento. Também de acordo com a reportagem, dados consolidados da última colheita de soja mostraram que o Estado colheu 14,160 milhões de toneladas.

Leia mais em: https://correiodoestado.com.br/economia/capacidade-de-armazenamento-de-graos-atende-a-metade-da-demanda-de/454296/

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